Eduardo Paes declara apoio a Lula e pede diálogo no Rio
No Cacique de Ramos, o ex-prefeito defendeu conversar sobre serviços e resultados para reduzir a vantagem de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
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Eduardo Paes participou de um encontro com lideranças comunitárias no Cacique de Ramos e declarou apoio à reeleição de Lula. O ex-prefeito defendeu ampliar o diálogo com eleitores fluminenses, com foco em serviços e resultados, e pediu que cessem críticas a pastores e evangélicos. A disputa judicial pelo segundo turno estadual também foi discutida.
O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), derrotado na disputa pelo governo estadual, participou neste sábado de um encontro com lideranças comunitárias no Cacique de Ramos, na Zona Norte, e declarou apoio à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Paes defendeu ampliar o diálogo com eleitores fluminenses para reduzir a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial.
No primeiro turno, Flávio recebeu 53,01% dos votos válidos no estado do Rio, contra 39,41% de Lula. No resultado nacional, o candidato do PL ficou com 47,03%, e o presidente, com 45,16%. Paes avaliou que o Rio e a capital não são territórios favoráveis a Lula, mas disse que ainda é possível diminuir a diferença no estado.
O ex-prefeito recomendou que a campanha priorize conversas sobre serviços e resultados, em vez de disputas ideológicas. Ele apontou como públicos importantes moradores de comunidades, que, segundo afirmou, tiveram baixa participação no primeiro turno, e eleitores da Zona Oeste, que considera mais resistentes a Lula.
“Meu lugar nesta eleição é conversar com o povo que, muitas vezes, não é politizado, não é Lula porque o Lula de esquerda; não é Lula porque o Lula defende teses mais avançadas, progressistas, que a esquerda defenda. É uma galera que, em geral, é mais conservadora”, afirmou Paes. Ele também pediu que cessem as críticas a pastores e evangélicos e disse que eleitores não devem ser desqualificados por votarem em candidatos diferentes.
Paes citou o financiamento para renovar o sistema de BRT e a decisão que possibilitou a retomada de voos no Aeroporto do Galeão como medidas do governo Lula que beneficiaram a cidade. No primeiro turno, o ex-prefeito evitou participar de atos ao lado do presidente, numa estratégia interpretada como tentativa de atrair eleitores bolsonaristas.
A eleição estadual também esteve em pauta no encontro. O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), sucessor de Paes na prefeitura, afirmou que o partido recorrerá às instâncias judiciais para tentar garantir um segundo turno para o governo do Rio.
Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) invalidar os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), uma recontagem elevou Douglas Ruas (PL) a mais de 50% dos votos válidos, tornando desnecessária a realização de segundo turno. O partido de Paes acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana e pediu, em caráter liminar, que a decisão do TSE seja suspensa e que uma nova votação seja convocada.
“Vamos até as últimas instâncias para garantir o direito de o povo votar no segundo turno”, disse Cavaliere. A disputa judicial envolve a definição do resultado da eleição para o governo fluminense, enquanto Paes tenta mobilizar apoio a Lula na corrida presidencial.