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Domingo, 18 de outubro de 2026

Polícia Militar posiciona snipers em prédios no comício de Flávio

A corporação afirmou que a medida foi preventiva e protocolar, adotada conforme diretrizes de segurança para atos com autoridades dos poderes Executivo e Legislativo.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Multidão em ato na Avenida Paulista e agente de segurança em um prédio ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Multidão em ato na Avenida Paulista e agente de segurança em um prédio ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Atiradores de elite da Polícia Militar ficaram em prédios durante o comício de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, neste domingo. A corporação disse que o posicionamento seguiu protocolos preventivos de segurança. Batizado de Bloco 22, o ato reuniu 71,9 mil pessoas, segundo estimativa de pesquisadores da USP, do CEBRAP e da More in Common.

Atiradores de elite da Polícia Militar ficaram posicionados no alto de prédios durante o comício de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (18). A corporação afirmou que a medida foi preventiva e protocolar, adotada conforme diretrizes internacionais de segurança, porque o ato reuniu autoridades dos poderes Executivo e Legislativo.

Os agentes foram vistos, entre outros locais, no Brazilian Financial Center, no número 1.374 da avenida. A presença de snipers chamou a atenção de participantes e circulou em imagens nas redes sociais. Segundo a Polícia Militar, o posicionamento integra os protocolos de segurança para eventos com autoridades.

Batizado de “Bloco 22”, o ato reuniu 71,9 mil pessoas, de acordo com estimativa do Monitor do Debate Político da USP e do CEBRAP, em parceria com a More in Common. A manifestação, realizada uma semana antes do segundo turno, adotou referências a blocos de carnaval e teve jingles contra o PT. A mobilização começou nas proximidades da rua Augusta e avançou pela Paulista até a altura da Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

Flávio chegou ao local por volta das 11h15, quando a concentração ocupava cerca de 12 quarteirões da avenida. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu que o público rezasse o Pai-Nosso e discursou antes do candidato. Ele afirmou que pretende “aposentar o PT do Brasil”, mencionou Jair Bolsonaro e elogiou Flávio.

O senador pelo Rio de Janeiro falou por volta das 12h30. “Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente da República no filho dele”, disse. Ele também afirmou que dedicaria sua vida ao país e pediu apoio para o debate com Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para a noite deste domingo, na Band.

Pouco depois das 13h, Flávio voltou a falar e disse que seria breve para poupar a voz antes do confronto. Na ocasião, elogiou a esposa, Fernanda, e afirmou que pretendia discutir ao vivo o que chamou de crimes cometidos por Lula. O debate estava previsto para começar às 20h.

Entre os participantes estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP-SP) e Deltan Dallagnol (Novo-PR). Também compareceram os deputados Nikolas Ferreira, Lucas Pavanato (PL-SP) e Eduarda Campopiano (PL-SP).

A maior parte do público vestia camisas da seleção brasileira e carregava bandeiras com o número 22, identificação eleitoral do PL. A organização pediu que fossem recolhidas as bandeiras de outros países antes dos discursos. Ainda assim, apoiadores exibiram símbolos dos Estados Unidos, do Brasil e de Israel, além de um míssil inflável com a frase “Trump nuke Brazil”, que pede um ataque nuclear dos Estados Unidos contra o Brasil.

Fontes: O Globo, Gazeta do Povo, Valor Econômico

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