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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Protestos na França reúnem mais de 500 mil manifestantes

As cerca de 110 marchas de sábado começaram com reivindicações estudantis e ganharam força com críticas ao custo de vida; atos violentos deixaram danos e prisões.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Estudantes participam de uma manifestação em uma avenida de uma cidade francesa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Estudantes participam de uma manifestação em uma avenida de uma cidade francesa.
Resumo em 30 segundos

Mais de 500 mil pessoas participaram de cerca de 110 marchas na França no sábado, segundo o Ministério do Interior. Iniciados por estudantes que reivindicam melhores condições nas escolas, os protestos incorporaram críticas ao custo de vida. Grupos violentos saquearam e depredaram estabelecimentos, enquanto autoridades investigam denúncias de má conduta policial.

Protestos iniciados por estudantes se espalharam pela França e reuniram mais de 500 mil pessoas em cerca de 110 marchas no sábado, segundo o Ministério do Interior. Os atos, que começaram semanas antes por melhores condições nas escolas, incorporaram críticas ao custo de vida e terminaram com saques, depredações e confrontos em várias cidades.

A central sindical CGT estimou que 800 mil pessoas participaram das manifestações. Em meio a atos pacíficos, grupos violentos danificaram cerca de 1.500 lojas e outros símbolos do Estado, e aproximadamente 2 mil pessoas foram presas. Em Limoges, um incêndio criminoso destruiu grande parte da prefeitura; em Marselha, pessoas mascaradas invadiram um prédio público e derrubaram um busto de Marianne, símbolo da República Francesa.

A mobilização estudantil começou no mês passado, com reivindicações sobre a infraestrutura precária das escolas, salas superlotadas, excesso de aulas e falta de professores e funcionários. Os estudantes também criticam o financiamento insuficiente e pedem mudanças nas plataformas públicas usadas para selecionar candidatos ao ensino superior, que consideram injustas.

Centenas de escolas foram bloqueadas. O governo informou que pelo menos 24 foram incendiadas ou danificadas. Desde setembro, milhares de pessoas foram presas, e mais de mil policiais, estudantes e funcionários escolares ficaram feridos.

A atuação policial também passou a ser questionada. Promotores e um órgão de fiscalização investigam ao menos 34 denúncias de má conduta de agentes durante os protestos. Entre os casos estão o de um jovem de 15 anos que perdeu a mão esquerda, provavelmente após a explosão de uma granada policial, segundo autoridades, e o de um menino de 14 anos ferido por uma granada de gás lacrimogêneo disparada por um policial a curta distância.

Ao longo de outubro, sindicatos e outros grupos se juntaram às manifestações, ampliando as reivindicações. Parte dos participantes protesta contra a alta do custo de vida e dos combustíveis, cujos preços subiram, em parte, por causa da guerra com o Irã. Agricultores também aderiram, insatisfeitos com os custos de produção. Perfis ligados ao movimento dos Coletes amarelos, que há quase uma década mobilizou protestos contra o preço da gasolina e outras questões, passaram a convocar novos atos.

A crise ocorre enquanto o governo tenta aprovar um orçamento de contenção de gastos, considerado impopular, e enfrenta dificuldades fiscais e sociais. A insatisfação também se dirige ao presidente Emmanuel Macron, que está perto do fim do mandato e não pode disputar um terceiro período consecutivo. O cenário fortaleceu Marine Le Pen, líder da extrema direita, apontada como favorita para vencer a eleição presidencial da próxima primavera.

No domingo, integrantes do governo centrista e líderes da extrema direita responsabilizaram a extrema esquerda pela violência, com críticas dirigidas ao partido França Insubmissa. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu disse que dirigentes partidários alimentaram a desconfiança dos estudantes em relação à polícia e afirmou que alguns participantes dos tumultos pertenciam à “ultraesquerda”.

O França Insubmissa rejeitou as acusações. Seu líder, Jean-Luc Mélenchon, atribuiu ao governo a responsabilidade pelos distúrbios e afirmou nas redes sociais que Lecornu era “responsável pelo caos, devido à incompetência ou a uma estratégia desesperada para criar um partido da ordem que fizesse as pessoas esquecerem seu fracasso nas finanças públicas”. Lecornu não respondeu à declaração.

A mobilização também reavivou a lembrança dos protestos estudantis de 1968, que quase derrubaram o governo e contribuíram para transformar a sociedade francesa. A atual onda reúne reivindicações distintas, mas a combinação de insatisfação com os serviços públicos, preços e condições de ensino elevou a pressão sobre o governo.

Fontes: Estadão, Valor Econômico, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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