Polícia procura pecuarista suspeito de feminicídio em Rifaina
Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, foi morta a tiros após ir devolver uma caminhonete; a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito.
Resumo em 30 segundos
A Polícia Civil investiga como feminicídio a morte a tiros de Priscila Lacerda Custodio, em Rifaina, no interior de São Paulo. O suspeito, o pecuarista João Roberto Bolelli, fugiu no veículo que ela foi devolver e é procurado após a Justiça decretar sua prisão preventiva. Testemunhas relataram agressões e ameaças anteriores.
Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, foi morta a tiros na noite de terça-feira (27), perto de uma propriedade rural às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina, no interior de São Paulo. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e procura o pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, suspeito de atirar nela durante uma discussão.
A jovem, empresária e natural de Perdizes, em Minas Gerais, foi até Rifaina para devolver uma caminhonete de Bolelli que estava com ela. Como temia encontrá-lo, pediu que o irmão e uma amiga a acompanhassem. Depois do disparo, o suspeito fugiu no veículo devolvido.
Priscila foi socorrida e levada ao hospital de Rifaina, mas morreu. Segundo os relatos à polícia, a discussão envolveu ciúmes e um aparelho celular. Bolelli teria exigido que ela devolvesse o telefone que, segundo ele, havia fornecido. Priscila respondeu que queria receber primeiro o próprio aparelho.
O irmão contou que ouviu a jovem dizer que queria ir embora e não pretendia continuar o relacionamento. Testemunhas também relataram que Bolelli apontou a arma para o irmão de Priscila, que conseguiu se afastar.
A amiga afirmou que Priscila mantinha uma relação esporádica com o pecuarista havia quase quatro meses, desde julho. Na sexta-feira (23), segundo ela, a jovem contou que havia sido agredida e mostrou lesões. Priscila também teria relatado ameaças de ser baleada e dito que pessoas a monitoravam em Minas Gerais. O irmão disse que ela parecia apreensiva durante a ligação em que pediu que ele fosse junto à viagem.
A Justiça de Pedregulho expediu a prisão preventiva de Bolelli na quarta-feira (28), após pedido da Polícia Civil. A prisão preventiva é uma medida determinada pela Justiça durante a investigação ou o processo, quando há motivos legais para manter o investigado preso. Até a publicação do relato, ele continuava sendo procurado.
A Polícia Civil instaurou inquérito, ouve testemunhas e recolhe provas. O celular usado por Priscila será periciado, procedimento que pode ajudar a examinar dados e registros do aparelho. A defesa de Bolelli informou que analisa o caso e ainda não teve contato com o investigado.