Polícia Civil pede mais prazo para investigar mortes em Candelária
Mãe e filha foram mortas a facadas em setembro; a polícia aguarda perícias em celulares e exames laboratoriais e genéticos, e ninguém foi preso.
Resumo em 30 segundos
A Polícia Civil pediu a prorrogação do inquérito sobre as mortes de Patrícia Cristina Pereira e da filha, Karolayne Cristina Costa, em Candelária. A investigação aguarda perícias em celulares e resultados laboratoriais e genéticos. Ao menos duas pessoas foram identificadas como suspeitas, mas ninguém foi preso. O caso também é acompanhado pelo Ministério Público.
A Polícia Civil pediu a prorrogação do inquérito sobre o assassinato de Patrícia Cristina Pereira, de 31 anos, e da filha dela, Karolayne Cristina Costa, de 13, em Candelária, no Vale do Rio Pardo. Os corpos foram encontrados na casa da família na tarde de 29 de setembro, e ninguém foi preso até agora.
A investigação trabalha com a hipótese de que o ataque ocorreu na madrugada de 28 de setembro, enquanto mãe e filha possivelmente dormiam. As duas foram mortas a facadas. A polícia acredita que quem entrou na casa arrombou a porta da cozinha e fugiu pelo mesmo local.
O delegado Paulo César Schirrmann afirmou que a prorrogação foi solicitada porque ainda são necessárias perícias em aparelhos e exames laboratoriais e genéticos. Um dos celulares apreendidos estava quebrado, o que também exige análise. A polícia recolheu dez telefones encontrados na residência e ouviu 12 pessoas.
A investigação identificou ao menos duas pessoas como suspeitas, mas não divulgou prisões. A hipótese de feminicídio, crime de homicídio contra mulher em contexto de violência de gênero, continua sendo considerada. A Polícia Civil, a Brigada Militar de Candelária e a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Santa Cruz do Sul participam do trabalho.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul acompanha as medidas relacionadas à investigação e à guarda dos outros filhos de Patrícia: uma menina de dez anos e dois bebês gêmeos de dez meses. As três crianças estão sob os cuidados de familiares. Antes das mortes, o Ministério Público já havia aberto um procedimento para avaliar a situação delas, com notificações ao Conselho Tutelar e ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social.
O promotor Martin Albino Jora disse que o Ministério Público analisou pedidos de medidas cautelares feitos pela polícia. Na segunda-feira, 26 de outubro, ele também se manifestou a favor de um pedido para acessar dados de redes sociais de possíveis suspeitos. O acesso a esse tipo de informação pode ajudar a investigação a reunir elementos sobre pessoas relacionadas ao caso, conforme a autorização judicial aplicável.
A cuidadora dos outros filhos de Patrícia acionou a Brigada Militar, que foi ao endereço e encontrou as vítimas. A polícia ainda aguarda resultados periciais para avançar na apuração e reunir elementos que coloquem os suspeitos na cena do crime. O prazo para a conclusão dos exames do Instituto-Geral de Perícias não foi informado.