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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Polícia israelense prende dez suspeitos por ataques de colonos

As agressões na Cisjordânia ocupada ocorreram durante a colheita de azeitonas e tiveram como alvos uma jornalista americana, um prefeito francês e diplomatas europeus.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Oliveiras e trabalhadores durante a colheita em um vilarejo da Cisjordânia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Oliveiras e trabalhadores durante a colheita em um vilarejo da Cisjordânia.
Resumo em 30 segundos

Dez pessoas foram presas em Israel sob suspeita de envolvimento em ataques de colonos na Cisjordânia ocupada. Entre os alvos estavam a fotojornalista Heidi Levine, um prefeito francês e diplomatas europeus. As agressões ocorreram durante a colheita de azeitonas palestina, período em que organizações registram episódios de violência.

A polícia israelense prendeu nesta segunda-feira (19) dez pessoas suspeitas de participação em ataques de colonos na Cisjordânia ocupada, entre eles as agressões a uma fotojornalista americana, um prefeito francês e diplomatas europeus. Os episódios ocorreram durante o fim de semana, em meio à colheita de azeitonas palestina.

Os suspeitos não tiveram os nomes divulgados e foram levados para interrogatório. Segundo a polícia, são investigados por envolvimento em atos violentos, violação de uma ordem que estabelece uma zona militar fechada e construção ilegal. A operação reuniu policiais, militares e o Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel; também foram apreendidos veículos e possíveis provas, segundo a polícia.

Na sexta-feira (16), Heidi Levine, fotojornalista do Washington Post, registrava a colheita no vilarejo palestino de Abu Falah quando foi agredida por colonos mascarados. Ela foi hospitalizada e passou por cirurgia em uma mão. De acordo com informações sobre o episódio, Levine sofreu fraturas em quatro vértebras, quebrou uma costela e teve cortes pelo corpo. A agressão foi filmada.

No sábado (17), colonos atacaram uma delegação que visitava Taybeh, outro vilarejo da Cisjordânia. O prefeito francês Bernard Baudoux, de 78 anos, foi agredido, e um veículo diplomático belga foi danificado. Diplomatas da França, da Bélgica e da Polônia estavam entre os integrantes do grupo; a Igreja Católica também foi citada como parte da delegação.

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, classificou as prisões como “um acontecimento muito positivo” para identificar e punir os responsáveis pelo ataque a Levine. O presidente israelense, Isaac Herzog, pediu desculpas à jornalista e afirmou que os agressores não representam os valores do país.

O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu disse que a delegação diplomática entrou em uma área sensível, com histórico de confrontos, sem coordenar a visita com as Forças Armadas. Sobre a agressão a Levine, afirmou que os fatos ainda não estavam claros. O Ministério das Relações Exteriores de Israel e as Forças Armadas atribuíram o ataque aos diplomatas a “manifestantes israelenses violentos”.

A União Europeia condenou os ataques e pediu que os responsáveis sejam responsabilizados. O bloco também cobrou medidas para prevenir novos episódios contra palestinos e jornalistas, sobretudo durante a colheita de azeitonas, e pediu respeito ao direito humanitário e aos direitos humanos internacionais.

A organização israelense de direitos humanos Yesh Din registrou ao menos 170 ataques de colonos contra palestinos desde 27 de setembro. A colheita é uma atividade importante para o sustento de famílias palestinas e costuma ser interrompida por episódios de violência. Em outra contagem, a organização identificou 269 incidentes relacionados à colheita nos 20 dias anteriores ao domingo, incluindo agressões, roubos de azeitonas e danos a oliveiras.

As detenções ocorrem às vésperas das eleições israelenses, marcadas para 27 de outubro. A Cisjordânia é ocupada por Israel desde 1967, e os palestinos reivindicam o território para a criação de um futuro Estado. A Yesh Din afirma que, entre 2005 e 2025, mais de 93% das investigações policiais israelenses sobre crimes de motivação ideológica cometidos por israelenses contra palestinos na região foram encerradas sem denúncia formal à Justiça.

Para entender

Cisjordânia
Território situado a oeste do rio Jordão, entre Israel e a Jordânia. Israel ocupa a região desde 1967. Os palestinos reivindicam a Cisjordânia para a criação de um futuro Estado.

Fontes: Folha de S.Paulo, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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