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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Ronen Bar processa Netanyahu por declarações sobre o 7 de outubro

O ex-chefe do Shin Bet pede três milhões de shekels e afirma que o premiê foi avisado sobre possíveis ameaças do Hamas antes do ataque.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Fachada de um prédio de segurança em Israel e uma pasta de documentos em primeiro plano. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Fachada de um prédio de segurança em Israel e uma pasta de documentos em primeiro plano.
Resumo em 30 segundos

Ronen Bar entrou com uma ação por difamação contra Binyamin Netanyahu, pedindo três milhões de shekels, cerca de R$ 4,8 milhões. O ex-chefe do Shin Bet afirma que alertou o premiê sobre ameaças do Hamas antes do ataque de 7 de outubro de 2023. Netanyahu sustenta que não recebeu avisos e questiona por que Bar não ligou diretamente para ele.

Ronen Bar, ex-chefe do serviço de segurança interna de Israel, entrou nesta quarta-feira (14) com uma ação por difamação contra o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. Bar afirma que o premiê mentiu ao dizer que não havia sido informado sobre ameaças do Hamas antes do ataque de 7 de outubro de 2023, em Israel.

Na ação, apresentada a duas semanas das eleições legislativas israelenses de 27 de outubro, Bar pede indenização de três milhões de shekels, cerca de R$ 4,8 milhões. Ele anexou documentos ao processo e afirma que Netanyahu fez acusações que sabia serem falsas para afastar o debate sobre a própria responsabilidade nos acontecimentos.

Netanyahu sustenta que não recebeu alertas. O primeiro-ministro também criticou comandantes do Exército e do Shin Bet por não o terem acordado na madrugada do ataque. Segundo ele, a situação poderia ter sido diferente se tivesse sido avisado.

Bar diz que telefonou para o assessor militar de Netanyahu antes do ataque, mas afirma que não tinha o número direto do premiê. Em reação à ação, Netanyahu foi citado pelo partido Likud questionando por que o ex-chefe do Shin Bet não ligou para ele diretamente. “Você tinha meu número da linha vermelha e podia me telefonar imediatamente, como fazem todos os chefes dos serviços de segurança”, disse. Ele acrescentou: “Quantas vidas poderíamos ter salvo se você só tivesse ligado a tempo?”

O ex-chefe do Shin Bet contesta acusações de “negligências criminosas” feitas contra ele e diz ter alertado Netanyahu em várias ocasiões sobre possíveis ameaças do Hamas. No processo, afirma que a política do primeiro-ministro ao longo de anos fortaleceu os riscos representados por organizações terroristas de Gaza.

Bar comandava o Shin Bet quando ocorreu o ataque. Em junho de 2025, deixou o cargo e reconheceu falhas da organização na resposta. “Todos os sistemas falharam. O Shin Bet não soube dar o alerta”, declarou na ocasião. Ele também afirmou que, como chefe do serviço, assumia a responsabilidade.

O Shin Bet é o serviço de segurança interna de Israel, responsável por atividades de inteligência e prevenção de ameaças dentro do país. As acusações de Bar sobre os alertas e a resposta do governo estão no centro da disputa judicial, enquanto a campanha de Netanyahu enfrenta questionamentos sobre as falhas de segurança ocorridas em 7 de outubro.

Para entender

Shin Bet
Serviço de segurança interna de Israel, responsável por inteligência e prevenção de ameaças dentro do país. Ronen Bar chefiava a organização quando ocorreu o ataque de 7 de outubro de 2023.

Fontes: Folha de S.Paulo

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