Polícia Federal deflagra Operação Dux contra contrabando de eletrônicos
A operação cumpre 36 mandados em cinco cidades paulistas; 28 já foram executados, três pessoas foram presas e a investigação estima movimentação superior a R$ 460 milhões.
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A Polícia Federal investiga uma rede suspeita de contrabandear eletrônicos, vender anabolizantes ilegalmente e lavar dinheiro. A Operação Dux cumpre mandados em cinco cidades do interior paulista; 28 dos 36 já foram cumpridos e três pessoas foram presas. A Justiça também determinou bloqueio de bens e suspensão de perfis usados para anunciar aparelhos.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (20) a Operação Dux para investigar um grupo suspeito de contrabandear eletrônicos importados, comercializar ilegalmente anabolizantes e lavar dinheiro. A ação cumpre mandados em cinco cidades do interior de São Paulo; até o momento, 28 dos 36 mandados de busca e apreensão foram cumpridos e três pessoas foram presas. O esquema teria movimentado mais de R$ 460 milhões.
As ordens judiciais foram cumpridas em São José do Rio Preto, Catanduva, Olímpia, Severínia e Franca. Durante as buscas, os policiais apreenderam celulares novos, armas, dinheiro em espécie, joias, relógios de luxo, drogas, anabolizantes e medicamentos usados para emagrecimento. Também encontraram um acessório com identificação falsificada do Poder Judiciário Federal, destinado a guardar documentos funcionais de servidores.
A investigação aponta que a rede era organizada em quatro núcleos: importação de mercadorias pela fronteira, logística e armazenamento, divulgação e venda e movimentação de recursos. Os produtos eram comercializados em lojas físicas, feiras e plataformas digitais. A Justiça determinou ainda a suspensão de perfis em redes sociais usados para anunciar aparelhos eletrônicos relacionados à investigação.
Segundo a Polícia Federal, empresas e pessoas sem capacidade econômica compatível com as operações eram usadas para movimentar valores sem lastro e esconder o patrimônio dos proprietários reais. Entre os mecanismos investigados estão empresas de fachada ou registradas em nome de terceiros e contas usadas para transferir o dinheiro das vendas. A suspeita é de que os recursos fossem convertidos em bens de alto valor ligados aos líderes do grupo.
Além das buscas, a Justiça ordenou o bloqueio de bens e valores dos investigados e impôs medidas cautelares. Conforme a participação de cada pessoa, os envolvidos poderão responder por contrabando e descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação também apura o comércio ilegal de anabolizantes; a operação não detalhou, na informação divulgada, a eventual ligação do grupo com cigarros eletrônicos.
Contrabando e descaminho são crimes distintos: o primeiro envolve a entrada ou saída irregular de mercadoria proibida; o segundo, a importação ou exportação de produto permitido sem o pagamento dos tributos devidos. A lavagem de dinheiro consiste em ocultar ou dissimular a origem de recursos obtidos ilegalmente, muitas vezes usando empresas e transações financeiras para dar aparência legal ao patrimônio. As medidas da operação não representam condenação, e a responsabilização depende da apuração e de decisão judicial.