UFF reforça segurança após mensagens sobre incêndio criminoso
A universidade enviou as mensagens à Polícia Federal e pediu apoio à Prefeitura de Niterói; o alerta ocorre após incêndio que destruiu um prédio da UFPE.
Resumo em 30 segundos
A UFF encaminhou à Polícia Federal mensagens compartilhadas em um grupo que mencionavam incendiar um campus da universidade em Niterói. A instituição pediu reforço de segurança à prefeitura e vai ampliar a vigilância interna. O alerta veio um dia após um incêndio destruir um prédio de laboratórios da UFPE, no Recife, cuja causa é investigada.
A Universidade Federal Fluminense (UFF) enviou à Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira (8), mensagens que relatam uma suposta ameaça de incêndio criminoso em um de seus campi, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. A instituição também pediu reforço de segurança à prefeitura e informou que ampliará a vigilância interna.
As mensagens foram compartilhadas em um grupo chamado “Juntos com Bolsonaro”, que não é oficial do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Um participante perguntou se havia estudantes da UFF no grupo e, após receber respostas negativas, publicou uma lista de presença com o título “incendiar UFF de madrugada”, convidando os demais a acrescentar os nomes.
Em outra mensagem que circulou, participantes convocaram pessoas para uma manifestação em frente à universidade e falaram em agredir e esfaquear manifestantes. Uma captura de tela mostra um estudante da UFF questionando o suposto autor da ameaça de incêndio. Ele respondeu que havia sido “mera brincadeira”.
A universidade afirmou, em nota, que solicitou à Prefeitura de Niterói o reforço da segurança nos campi e que também aumentará a vigilância própria. Disse ainda que acompanha a situação para proteger a comunidade universitária e o patrimônio público.
A denúncia ocorre um dia depois de um incêndio destruir um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife. O edifício abrigava laboratórios de fármacos, informática e genética. A Polícia Federal investiga se o fogo foi acidental ou criminoso; a causa ainda não foi determinada.
O reitor da UFPE, Alfredo Macedo Gomes, estimou em cerca de R$ 100 milhões o prejuízo com equipamentos, insumos e outros materiais. Segundo ele, os espaços reuniam diversos grupos de pesquisa e armazenavam dados de duas décadas de trabalho. A universidade informou que não houve vítimas.
A PF ouviu pessoas sobre o incêndio e pediu o apoio de peritos criminais especializados de Brasília para acelerar a investigação. O trabalho busca reconstituir como o fogo começou e se espalhou. O caso é o terceiro incêndio registrado na UFPE em uma semana; os dois anteriores, de menor proporção, foram contidos, e suas causas foram identificadas.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou que o Ministério da Educação repassará R$ 28 milhões para a construção de um novo prédio, com cerca de 7 mil metros quadrados, após a liberação da área atingida. O governo também prevê recomprar os equipamentos perdidos. Para aproximadamente 200 estudantes de mestrado e doutorado afetados, o ministério atuará com a Capes para garantir a continuidade das bolsas e a extensão de prazos.