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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Polícia Civil indicia dois médicos por morte de menino em Rio Grande

Um médico foi indiciado por homicídio com dolo eventual e fraude processual; o outro, por homicídio culposo. O Ministério Público avaliará as provas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Entrada de uma unidade de pronto atendimento ao entardecer. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Entrada de uma unidade de pronto atendimento ao entardecer.
Resumo em 30 segundos

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Joaquim Klinger, o Joca, de 9 anos, durante atendimento na UPA do Cassino, em maio de 2025. Dois médicos foram indiciados por crimes diferentes. O Ministério Público analisará as provas e poderá apresentar denúncia, pedir diligências ou adotar outra medida.

Dois médicos que atenderam Joaquim Klinger, conhecido como Joca, foram indiciados pela Polícia Civil nesta quinta-feira (5) pela morte do menino, de 9 anos, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cassino, em Rio Grande, em maio de 2025. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que avaliará as provas e decidirá se apresenta denúncia à Justiça.

Um dos profissionais foi indiciado por homicídio qualificado com dolo eventual e fraude processual. O outro responderá, nesta etapa da investigação, por homicídio culposo majorado pela inobservância de regra técnica da profissão. O indiciamento é uma conclusão policial sobre a existência de indícios de crime e não equivale a uma condenação; cabe ao Ministério Público analisar o caso e, se entender que há elementos, oferecer denúncia.

A mãe de Joca, Izabel Simch, disse que a conclusão do inquérito lhe trouxe alívio, mas não felicidade. “Eu não posso dizer que é uma notícia que me deixa feliz, porque eu só seria feliz se eu tivesse com os meus dois filhos vivos aqui”, afirmou. Ela disse que esperou um ano e cinco meses para que sua versão sobre o caso fosse compreendida.

Izabel afirmou que espera que a investigação ajude a preservar a memória do filho e evite que situações semelhantes se repitam. Moradora do Cassino, ela disse que a UPA é a principal opção de emergência para a região e questionou como os moradores podem se sentir seguros ao buscar atendimento depois da morte do menino.

A mãe também avaliou que o inquérito reconstituiu detalhadamente os acontecimentos daquela noite. Para ela, o caso não se limita à suspeita de negligência ou imperícia médica: a investigação, em sua avaliação, demonstra a ocorrência de dolo. Essa é uma avaliação de Izabel; a definição sobre responsabilidades caberá às instâncias judiciais.

Em nota, o promotor de Justiça Leonardo Giron afirmou que os autos passarão por análise técnica e jurídica rigorosa, com avaliação detalhada das provas reunidas. O Ministério Público poderá oferecer denúncia, pedir diligências ou adotar outra medida prevista no processo. Se houver denúncia e ela for aceita pela Justiça, os médicos passarão a responder a uma ação penal; até eventual condenação, são considerados suspeitos.

O caso ocorreu em maio de 2025, durante o atendimento de Joca na UPA do Cassino. A investigação policial foi concluída nesta quinta-feira, mais de um ano após a morte do menino. Izabel disse que continuará aguardando o andamento do processo e que espera que a apuração contribua para que fatos semelhantes não se repitam.

Fontes: Zero Hora

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