Polícia Civil de SP pede prisão preventiva por importunação sexual
O pedido envolve um homem indiciado após denúncia de uma dentista, que afirmou ter sido alvo de masturbação em uma academia da zona sul de São Paulo.
Resumo em 30 segundos
A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça a prisão preventiva de Bruno Edamatsu Berton, indiciado por importunação sexual após uma dentista denunciar que ele se masturbou diante dela em uma academia. O pedido ainda aguardava decisão na quarta-feira, 28 de outubro. A rede bloqueou os acessos do suspeito às unidades.
A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça a prisão preventiva de Bruno Edamatsu Berton, de 37 anos, suspeito de se masturbar diante de uma dentista na academia Peralta Fitness, no Jardim Taquaral, zona sul da capital. O caso aconteceu na tarde de domingo (25), e o pedido ainda não havia sido decidido nesta quarta-feira (28). A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou Berton por importunação sexual.
A denúncia foi feita por Sabrina Neves Coutinho, de 28 anos. Ela relatou que se deslocou para uma área mais isolada da academia durante o treino e percebeu um homem sentado à sua frente. Segundo a dentista, ele começou a se masturbar, com o pênis parcialmente para fora do short.
Coutinho conseguiu gravar parte da situação com o celular. “Em determinado momento, um homem se aproximou e sentou à minha frente. Pouco depois, percebi que ele estava se masturbando na minha frente”, disse. Ela afirmou que ficou assustada e constrangida e não conseguiu se levantar ou pedir ajuda naquele momento.
Depois que o homem saiu, a dentista procurou um professor da academia e relatou o ocorrido. Um funcionário a acompanhou até a delegacia, onde ela formalizou a denúncia. Berton compareceu ao 99º Distrito Policial, em Campo Grande, na terça-feira (27), e prestou depoimento.
O indiciamento ocorre ao fim da investigação policial, mas não equivale a uma condenação. A prisão preventiva é uma medida cautelar que pode ser determinada pela Justiça durante o processo, antes de uma eventual sentença. No caso, a decisão sobre o pedido feito pela polícia ainda estava pendente.
A Peralta Fitness divulgou uma nota de repúdio e declarou apoio à aluna. A rede afirmou que não tolera assédio e que seu compromisso é com o respeito, a segurança e o acolhimento de quem frequenta as unidades. Berton teve os acessos bloqueados e está proibido de frequentar qualquer academia da rede.
O perfil de Berton no Instagram foi excluído após a divulgação da denúncia. Até o início da tarde desta quarta-feira, ele não havia respondido aos contatos feitos por telefone e mensagens. A defesa dele não havia sido identificada.