Petrobras identifica terceira ocorrência de petróleo no Amapá
A perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, terminou; novas sondagens estão previstas para janeiro de 2027 para dimensionar as ocorrências.
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A Petrobras identificou uma terceira ocorrência de petróleo no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A perfuração foi concluída e o poço será fechado. A estatal planeja perfurar mais três poços no bloco FZA-M-59 a partir de janeiro de 2027 para avaliar o potencial dos recursos.
A Petrobras identificou uma terceira ocorrência de petróleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A perfuração, em águas ultraprofundas, foi concluída, e a empresa agora prepara o encerramento das operações no local. As duas descobertas anteriores foram anunciadas em agosto e outubro deste ano.
O poço fica sob uma lâmina d’água de 2.886 metros — distância entre a superfície do mar e o fundo — e alcança 7.081 metros de profundidade total. A Petrobras coletou dados geológicos e informações sobre as rochas para avaliar a presença de petróleo. A identificação de ocorrências, porém, não equivale à confirmação do tamanho de uma reserva comercial.
A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a realização de três descobertas em uma única perfuração aumenta o otimismo sobre o potencial exploratório da Margem Equatorial. A região se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e reúne cinco bacias sedimentares, entre elas a da Foz do Amazonas.
Após concluir os trabalhos, a Petrobras deve fechar o poço, procedimento chamado de abandono. A sonda NS-42, usada na perfuração, seguirá para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte, onde começará a perfurar na área Mãe de Ouro.
A estatal planeja perfurar outros três poços no bloco FZA-M-59 para delimitar o tamanho das ocorrências. O início dessas atividades está previsto para janeiro de 2027, após a chegada da plataforma NS-43, que está no campo de Búzios.
A terceira ocorrência reforça a etapa de avaliação exploratória, mas ainda será necessário obter mais dados para dimensionar os recursos encontrados e determinar se a produção é viável. O bloco é uma das áreas em que a Petrobras busca repor reservas de petróleo e gás e ampliar o conhecimento sobre a Margem Equatorial.
A operação no poço Morpho também foi alvo de uma penalidade ambiental. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões após o descarte acidental de 18,44 metros cúbicos de fluido de perfuração no mar. O incidente ocorreu em 4 de janeiro, quando houve perda do produto em duas linhas auxiliares do navio-sonda; a empresa interrompeu as atividades, recolheu a estrutura para manutenção e conteve o vazamento.