Pablo Hernández de Cos e Klaas Knot disputam comando do BCE
Os ministros das Finanças da zona do euro analisam as candidaturas na segunda-feira e devem recomendar um nome aos líderes nacionais para a sucessão de Lagarde.
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Pablo Hernández de Cos, da Espanha, e Klaas Knot, dos Países Baixos, concorrem à presidência do Banco Central Europeu. Os ministros das Finanças da zona do euro vão analisar os nomes na segunda-feira e recomendar um candidato aos líderes nacionais. A decisão final é esperada para dezembro, mas pode ser adiada.
O espanhol Pablo Hernández de Cos e o holandês Klaas Knot são os candidatos à sucessão de Christine Lagarde na presidência do Banco Central Europeu (BCE). As candidaturas foram confirmadas nesta sexta-feira, 6, pelo presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, após o prazo para os países da zona do euro apresentarem nomes.
Os ministros das Finanças dos 21 países que usam o euro devem analisar as candidaturas na segunda-feira, em Bruxelas, e recomendar um nome aos chefes de Estado e de governo. A decisão final cabe aos líderes nacionais, após consultas ao Parlamento Europeu e ao Conselho do BCE, órgão responsável pela política monetária da instituição.
Uma autoridade europeia disse que o objetivo é concluir o processo em dezembro, mas não descartou que a nomeação seja adiada. Caso os países não cheguem a um acordo sobre Hernández de Cos ou Knot, outro nome poderá entrar na disputa, como ocorreu em 2019, quando Lagarde foi escolhida.
Lagarde anunciou no fim de outubro que deixará o cargo antes do término previsto de seu mandato. A saída deve se tornar efetiva em fevereiro de 2027. A sucessão ocorre em meio a tensões nos mercados de dívida e à inflação elevada, atribuídas ao conflito com o Irã.
Knot, de 59 anos, presidiu o Banco Central dos Países Baixos entre 2011 e 2025. Hernández de Cos, de 55 anos, comandou o Banco da Espanha de 2018 a 2024 e, desde o ano passado, dirige o Banco de Compensações Internacionais, com sede na Basileia, na Suíça.
A disputa também é vista como uma possível divisão entre países do norte da Europa, associados a uma política monetária mais rígida para conter a inflação, e países do sul, mais favoráveis a medidas de apoio à economia e ao emprego. Ainda assim, os dois candidatos são descritos como pragmáticos ao longo de suas carreiras.
Apoiadores de Knot defendem que chegou a vez de um representante do norte ocupar a presidência. Desde 2003, o posto foi ocupado por dois franceses, Jean-Claude Trichet e Lagarde, e pelo italiano Mario Draghi. O ministro espanhol Carlos Cuerpo, por sua vez, elogiou a trajetória de Hernández de Cos e destacou sua liderança, independência e disposição para o diálogo.