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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Banco do Japão vê riscos de alta para inflação e mantém meta de 2%

Kazuo Ueda diz que a alta dos preços de energia já pressiona o consumidor e prevê aceleração da inflação no início de 2027.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Edifício do Banco do Japão em Tóquio, visto da rua. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Edifício do Banco do Japão em Tóquio, visto da rua.
Resumo em 30 segundos

O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou que a inflação subjacente deve ficar perto da meta de 2%, embora haja riscos de alta. Os preços de produtos ligados à energia já pressionam o consumidor, e a inflação deve acelerar no início de 2027. Ueda também comentou o acompanhamento de outros bancos centrais e o possível uso de medidas não convencionais.

O presidente do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, afirmou nesta sexta-feira que a inflação subjacente do país deve permanecer próxima da meta de 2%, mas apontou que há “alguns riscos de alta”. Segundo ele, o encarecimento de produtos ligados à energia já começa a pressionar os preços ao consumidor, e a inflação deve acelerar no início do próximo ano.

Ueda fez as declarações em um seminário organizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele disse que os salários estão crescendo em ritmo compatível com uma inflação de 2%, mas ressaltou que essa meta ainda não se consolidou como uma norma social no Japão. O objetivo do banco central, afirmou, é manter a inflação subjacente em torno desse patamar.

A inflação subjacente acompanha a tendência dos preços e ajuda a distinguir pressões persistentes de oscilações pontuais. Para o BoJ, observar esse indicador é importante na definição da política monetária, que inclui decisões sobre juros e outras medidas destinadas a influenciar o crédito, os gastos e a atividade econômica.

O presidente também afirmou que o banco acompanha atentamente as decisões de outros bancos centrais. Essas medidas podem afetar a economia japonesa por meio de mudanças nos preços dos ativos, nas taxas de câmbio e nos juros. Ueda disse que as ações de outras autoridades monetárias também oferecem sinais sobre a avaliação que elas fazem de suas economias.

Ao comentar instrumentos não convencionais de política monetária, Ueda afirmou que eles produziram alguns efeitos positivos quando foram usados pelo BoJ, mas não substituem perfeitamente cortes de juros quando as taxas estão em território positivo. O banco poderá recorrer novamente a essas ferramentas, dependendo da gravidade de um eventual choque econômico no Japão.

Ueda disse que, se o BoJ precisar voltar a usar medidas não convencionais, deverá buscar formas de reduzir efeitos negativos, inclusive sobre o funcionamento dos mercados. A prioridade, afirmou, é manter a inflação geral ou a subjacente próxima de 2% tanto quanto possível.

A meta de inflação é uma referência para a atuação do banco central, mas não significa que os preços de todos os produtos subam à mesma taxa. Os custos de energia podem elevar o índice ao consumidor, enquanto a avaliação da tendência subjacente ajuda a orientar decisões sobre juros. As declarações de Ueda indicam que o BoJ vê riscos de aceleração, mas continua projetando a inflação subjacente perto de seu objetivo.

Para entender

Inflação subjacente
Indicador usado para acompanhar a tendência dos preços, reduzindo a influência de oscilações pontuais. Bancos centrais o observam para avaliar se as pressões inflacionárias são persistentes e orientar decisões de política monetária.

Fontes: Valor Econômico

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