Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Oxibutinina pode reduzir ondas de calor da menopausa, indica revisão

Estudos analisados pela Fiocruz apontaram redução na frequência e na intensidade dos fogachos, mas os dados ainda não recomendam o uso geral do medicamento.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Ventilador e copo d’água ao lado da cama em uma cena noturna. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Ventilador e copo d’água ao lado da cama em uma cena noturna.
Resumo em 30 segundos

Uma revisão conduzida por pesquisadores da Fiocruz identificou três estudos sobre oxibutinina para aliviar fogachos da menopausa. Os resultados apontaram redução na frequência e na intensidade das ondas de calor, mas ainda faltam pesquisas específicas. O medicamento, usado para tratar bexiga hiperativa, exige avaliação médica e não deve ser usado por conta própria.

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificaram estudos que apontam a oxibutinina como uma possível alternativa sem hormônios para reduzir ondas de calor da menopausa. A análise foi conduzida por especialistas do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), no Rio de Janeiro, e reuniu trabalhos publicados entre 2007 e 2025.

A oxibutinina é usada para tratar a bexiga hiperativa, condição que causa urgência para urinar. Na revisão, os pesquisadores encontraram três estudos sobre seu uso contra os fogachos: dois ensaios clínicos controlados por placebo e uma análise retrospectiva. Os resultados indicaram redução na frequência e na intensidade dos episódios.

A ginecologista Ana Luiza Varanda, responsável pela revisão ao lado de Jorge Elias Neto, também ginecologista do instituto, afirmou que os estudos apontaram melhora significativa. Segundo ela, o medicamento teve resultados superiores aos de alguns tratamentos não hormonais usados atualmente, mas não houve comparação direta entre as terapias.

Os fogachos são episódios repentinos de calor intenso, muitas vezes acompanhados de suor e desconforto. Suores noturnos e ondas de calor podem afetar o sono e a qualidade de vida; segundo a revisão, esses sintomas atingem até 80% das mulheres após a menopausa. A bexiga hiperativa ocorre em 11% a 42% das mulheres adultas e se torna mais frequente durante o climatério, período de transição que antecede a menopausa e envolve redução gradual dos hormônios femininos.

A terapia hormonal é considerada o tratamento mais eficaz para os fogachos, mas não é indicada para algumas pacientes por razões clínicas. A oxibutinina pode ser uma opção não hormonal e de baixo custo, especialmente para mulheres que também têm sintomas urinários. Os dados analisados, porém, não comprovam que ela seja adequada para todas as pacientes nem estabelecem uma recomendação geral de uso.

A revisão consultou 11 fontes internacionais nas bases PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde. Os autores não encontraram estudos brasileiros sobre o tema e ressaltam que ainda faltam pesquisas específicas com mulheres que tenham, ao mesmo tempo, fogachos e sintomas de bexiga hiperativa. Eles planejam atualizar a revisão e, depois, realizar um estudo com acompanhamento de pacientes.

O trabalho foi selecionado para apresentação no 20º Congresso Mundial de Menopausa, realizado de 30 de setembro a 3 de outubro, na Barra. Apesar dos resultados, a oxibutinina não deve ser usada por conta própria para tratar a menopausa: a indicação exige avaliação médica.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também