Eleições de meio de mandato nos EUA definem Congresso em 3 de novembro
As midterms também incluem disputas por 36 governos estaduais e 145 referendos; projeções apontam vantagem democrata na Câmara e no Senado.
Resumo em 30 segundos
Os eleitores dos Estados Unidos votarão em 3 de novembro para renovar as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 vagas do Senado. Também haverá eleições para 36 governos estaduais e 145 referendos. Projeções divulgadas uma semana antes da votação indicavam vantagem democrata nas duas casas, mas não representam resultados eleitorais.
Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas em 3 de novembro para escolher a composição do Congresso, em eleições de meio de mandato conhecidas como *midterms*. Também serão disputados 36 governos estaduais e realizados 145 referendos sobre temas como aborto e reforma do imposto de renda.
As eleições ocorrem dois anos depois da presidencial e costumam ser vistas como uma avaliação do presidente em exercício. Historicamente, o partido que ocupa a Casa Branca tende a perder cadeiras no Congresso. Os novos mandatos parlamentares começam em 3 de janeiro.
Na Câmara dos Representantes, todas as 435 cadeiras estarão em disputa. Os deputados são eleitos para mandatos de dois anos; os republicanos ampliaram sua maioria em cinco assentos em 2024. Para retomar o controle da Casa, os democratas precisam vencer alguns distritos hoje representados por republicanos.
No Senado, onde os mandatos duram seis anos e cerca de um terço das vagas é renovado a cada dois anos, 35 das 100 cadeiras serão disputadas. Os republicanos têm 53 senadores, e os democratas precisam conquistar quatro assentos a mais para assumir o controle da Casa.
As projeções publicadas uma semana antes da votação apontavam vantagem democrata nas duas disputas. O Decision Desk HQ estimava em 79% a probabilidade de o partido recuperar a maioria na Câmara e em 57% a chance de conquistar o Senado. Essas estimativas são probabilidades calculadas a partir de modelos, não resultados eleitorais.
Uma pesquisa recente do Siena College para o The New York Times indicou que os candidatos democratas tinham vantagem de 11 pontos percentuais sobre os republicanos em âmbito nacional entre eleitores registrados. No mesmo levantamento, 21% avaliaram como boas ou excelentes as condições econômicas do país, enquanto 53% as consideraram “medíocres”.
Na média de pesquisas compilada por Nate Silver, 37% tinham uma opinião favorável sobre a gestão do presidente Donald Trump, contra mais de 60% com avaliação desfavorável. A insatisfação com a economia e a avaliação do governo estão entre os fatores que ajudam a contextualizar a disputa, embora não determinem o voto de cada eleitor.
O histórico recente mostra perdas para o partido presidencial nas eleições de meio de mandato. Em 2018, durante o primeiro governo de Trump, os republicanos perderam 41 cadeiras na Câmara. Em 2022, no governo de Joe Biden, os democratas perderam nove.
Os gastos com publicidade também devem atingir um novo patamar. A AdImpact estima que partidos e candidatos desembolsem cerca de US$ 11,6 bilhões, acima dos US$ 8,9 bilhões gastos em 2022 e do total registrado em 2024, ano de eleição presidencial.
Para entender
- Midterms
- São as eleições legislativas realizadas nos Estados Unidos no meio do mandato presidencial de quatro anos. Além das disputas para o Congresso, podem incluir eleições estaduais e referendos. O resultado costuma ser acompanhado como um indicador do apoio ao presidente, mas não determina por si só como cada eleitor votará.