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Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Ninão volta a andar com próteses e mira retorno ao vôlei sentado

Joelison Fernandes da Silva, o homem mais alto do Brasil, testou os equipamentos em outubro e diz estar pronto para voltar à seleção brasileira.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Homem muito alto dá os primeiros passos com próteses em uma sala de reabilitação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Homem muito alto dá os primeiros passos com próteses em uma sala de reabilitação.
Resumo em 30 segundos

Joelison Fernandes da Silva, conhecido como Ninão, voltou a andar após testar próteses feitas sob medida para suas dimensões. O paraibano, de 2,37 metros, teve as duas pernas amputadas após infecções e complicações associadas ao gigantismo e à diabetes. Ele pretende retomar os treinos e voltar à seleção brasileira de vôlei sentado.

Joelison Fernandes da Silva, o Ninão, de 41 anos, voltou a andar com próteses feitas sob medida e pretende retomar a carreira na seleção brasileira de vôlei sentado. O paraibano, considerado o homem mais alto do Brasil, testou os equipamentos em outubro; parte dos componentes foi produzida em Sorocaba (SP) e na Rússia.

Com 2,37 metros de altura e calçado equivalente ao número 60, Ninão precisava de próteses adaptadas às suas dimensões. Após dar os primeiros passos com os dispositivos, ele descreveu a experiência como “uma sensação de liberdade”. O desenvolvimento dos equipamentos foi inédito por causa das medidas do atleta.

Ninão teve as duas pernas amputadas após complicações associadas ao gigantismo e à diabetes. Em 2022, depois da primeira amputação, foi convocado para a seleção brasileira de vôlei sentado, modalidade paralímpica disputada por atletas com deficiência física. Em 2024, uma infecção atingiu a outra perna e levou à segunda cirurgia. A mudança na rotina o afastou da equipe.

Agora, ele diz estar pronto para voltar ao esporte. O técnico da seleção na época da convocação, Fernando Guimarães, afirmou que Ninão conhecia a modalidade e já havia praticado vôlei sentado no ambiente escolar. A nova etapa depende da adaptação às próteses e do retorno aos treinos.

A trajetória de Ninão também inclui o diagnóstico de gigantismo, condição ligada à produção excessiva do hormônio do crescimento (GH). A causa costuma ser um tumor benigno na hipófise, glândula localizada na base do cérebro. Aos 10 anos, ele já tinha 1,70 metro, a mesma altura do pai; aos 14, media 1,96 metro.

Médicos recomendaram a retirada do tumor, mas Ninão adiou a cirurgia por medo. Quando decidiu fazê-la, já tinha 2,29 metros e cresceu mais oito centímetros nos meses seguintes. O excesso de GH aumentou sua resistência à insulina, e ele desenvolveu diabetes. Uma infecção no osso da perna direita levou à primeira amputação; anos depois, outra infecção afetou a perna restante.

Para entender

Vôlei sentado
Modalidade paralímpica disputada por atletas com deficiência física. Os jogadores atuam sentados na quadra, que é menor do que a do vôlei convencional, e a rede fica mais baixa.
Gigantismo
Condição causada pelo excesso de hormônio do crescimento durante a infância ou a adolescência, enquanto as placas de crescimento dos ossos ainda não se fecharam. Uma causa frequente é um tumor benigno na hipófise.

Fontes: Estadão

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