Minas Gerais e Amazonas acompanham resultado nacional em 2026
Os dois estados deram maioria a Lula, reeleito com 51,8% dos votos no país, e mantiveram a sequência de apontar o vencedor presidencial desde 1989.
Resumo em 30 segundos
Minas Gerais e Amazonas votaram majoritariamente em Lula na eleição presidencial de 2026, cujo resultado nacional reelegeu o presidente com 51,8% dos votos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro. Desde 1989, os dois estados escolheram o candidato que venceu a disputa nacional em todas as eleições presidenciais citadas.
Minas Gerais e Amazonas deram a maioria dos votos a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026, acompanhando o resultado nacional, em que o presidente foi reeleito. Lula obteve 51,8% dos votos no país, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo os dados apresentados para a disputa. Os dois estados são chamados de “estados-pêndulo” por alternarem suas preferências entre candidatos de diferentes partidos.
A trajetória desses estados é usada para observar se a escolha regional coincide com o resultado da eleição nacional. Desde a redemocratização, em 1989, Minas Gerais e Amazonas votaram no candidato que venceu a Presidência em todas as disputas mencionadas, incluindo a de 2026. Esse padrão não significa que os estados tenham uma preferência política permanente: os resultados variaram conforme os candidatos e as eleições.
Em 1989, na primeira eleição presidencial após a redemocratização, os dois estados deram a vitória a Fernando Collor de Mello (PRN), que derrotou Lula. Collor recebeu 52,82% dos votos válidos em Minas Gerais e 52,69% no Amazonas. Em 1994, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) venceu em primeiro turno no país e também nos dois estados: teve 64,82% em Minas e 60,50% no Amazonas.
FHC manteve a dianteira regional em 1998, quando foi reeleito no primeiro turno. O então presidente ficou com 55,67% dos votos válidos em Minas Gerais e 54,67% no Amazonas. Em 2002, Lula venceu a eleição contra José Serra (PSDB) e obteve 66,51% em Minas e 65,13% no Amazonas.
Na disputa de 2006, Lula foi reeleito contra Geraldo Alckmin, então no PSDB. O petista teve 86,82% dos votos válidos no Amazonas e 65,19% em Minas Gerais. Em 2010, Dilma Rousseff (PT) venceu José Serra e recebeu 58,45% dos votos válidos em Minas e 80,57% no Amazonas. Quatro anos depois, reeleita contra Aécio Neves (PSDB), Dilma teve 52,41% em seu estado natal e 65,02% no Amazonas.
Em 2018, Jair Bolsonaro, então candidato pelo PSL, derrotou Fernando Haddad (PT) no segundo turno e também venceu nos dois estados. Em Minas Gerais, Bolsonaro somou 58,19% dos votos válidos; no Amazonas, a disputa foi mais equilibrada, com 50,27% para ele e 49,73% para Haddad.
A eleição de 2022 voltou a favorecer Lula, que venceu Bolsonaro no segundo turno. O petista recebeu 50,20% dos votos válidos em Minas Gerais e 51,10% no Amazonas. Em 2026, a reeleição de Lula manteve os dois estados alinhados ao resultado nacional. As informações sobre a disputa deste ano também descrevem uma virada do presidente entre o primeiro e o segundo turno, caracterizada como a única desse tipo desde a redemocratização.
Os percentuais estaduais citados nas eleições anteriores são de votos válidos, isto é, não incluem votos brancos e nulos. A comparação permite acompanhar a alternância regional ao longo de quase quatro décadas, mas não aponta, por si só, quais fatores levaram os eleitores de cada estado a escolher os candidatos vencedores.