Manifestantes invadem obra de data center da Microsoft na Holanda
Cerca de 100 pessoas protestaram contra a inteligência artificial e os impactos ambientais da instalação nos arredores de Amsterdã.
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Manifestantes invadiram o canteiro de obras de um data center destinado à Microsoft nos arredores de Amsterdã. O grupo protestou contra a expansão da inteligência artificial e os impactos ambientais das instalações, além de criticar a empresa por suas posições e atividades relacionadas ao conflito no Oriente Médio. O projeto prevê três torres de 85 metros.
Cerca de 100 manifestantes invadiram nesta sexta-feira (6) o canteiro de obras de um data center da Microsoft nos arredores de Amsterdã, na Holanda. O grupo protestou contra o avanço da inteligência artificial e os impactos ambientais atribuídos a instalações desse tipo; alguns participantes subiram em um guindaste e penduraram faixas no local.
Uma das faixas trazia a frase “F**k AI”, que pode ser traduzida como “Dane-se a IA”. Outra acusava a Microsoft de apoiar o genocídio. Os manifestantes também gritaram “Palestina livre” e pediram que a empresa deixasse a região.
O centro de dados está sendo construído pela empresa britânica Pure Data Centers e será destinado exclusivamente à Microsoft, dona do sistema operacional Windows. O projeto prevê três torres, cada uma com 85 metros de altura. Não foram divulgadas previsão de conclusão da obra nem data para o início das operações.
A construção avançou apesar de Amsterdã ter anunciado, em 2023, a proibição de novas instalações desse tipo na cidade até 2030. A medida foi motivada por preocupações com o elevado consumo de eletricidade dos data centers. Essas instalações abrigam servidores e equipamentos de processamento e armazenamento de dados, que exigem energia para funcionar e para manter os sistemas refrigerados.
O protesto ocorre em meio a críticas à expansão da infraestrutura necessária para inteligência artificial. O treinamento e o funcionamento de sistemas de IA dependem de grande capacidade computacional, o que aumenta a demanda por centros de dados e por eletricidade. No caso da obra nos arredores de Amsterdã, os manifestantes também expressaram oposição às posições e atividades da Microsoft relacionadas ao conflito no Oriente Médio, como indicavam as faixas e palavras de ordem.
No mês passado, a Microsoft desistiu de um projeto para construir um centro de dados voltado à inteligência artificial no Reino Unido. A empresa tomou a decisão após atrasos na disponibilidade de energia da rede, prevista apenas para 2030.
A companhia também enfrentou protestos em eventos internos e públicos desde 2025. Durante as comemorações de seus 50 anos, funcionários criticaram o fornecimento de recursos para atividades militares. Em outro episódio, um funcionário interrompeu o discurso do presidente-executivo Satya Nadella na conferência Microsoft Build 2025. Depois, a empresa demitiu contratados envolvidos em alguns desses protestos.