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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Gina Hinojosa pressiona data centers de IA nos Estados Unidos

A governadora eleita do Texas defende suspender novos projetos até a criação de regras mais rígidas, em meio a preocupações com energia e água.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Complexo de data centers com equipamentos de refrigeração e infraestrutura elétrica. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Complexo de data centers com equipamentos de refrigeração e infraestrutura elétrica.
Resumo em 30 segundos

A vitória de Gina Hinojosa no Texas reforça a pressão por regras mais rígidas para data centers de IA nos Estados Unidos. Medidas em diferentes estados podem elevar custos e desacelerar novas construções. Com limitações de terreno e energia nos EUA, o Brasil surge como alternativa, enquanto empresas aguardam a regulamentação do Redata.

A vitória da democrata Gina Hinojosa na eleição para o governo do Texas deve aumentar a pressão sobre grandes projetos de data centers de inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos. Eleita nesta terça-feira, 3 de novembro, ela defendeu uma pausa em novas construções no estado até a adoção de regras mais rígidas, em meio a preocupações com o uso de energia e água e os efeitos sobre as comunidades.

A mudança também pode encarecer empreendimentos em outros estados governados por democratas, como Virgínia, Ohio, Geórgia e Nova York. Entre as medidas defendidas ou adotadas estão a revisão de incentivos fiscais, exigências para que empresas arquem com obras na rede elétrica e limites relacionados ao consumo de recursos e ao zoneamento.

No Texas, Hinojosa pretende rever incentivos a empresas de tecnologia e infraestrutura, incluindo projetos de data centers associados a Meta, Alphabet, Microsoft e OpenAI. O estado concentra 252 campi de centros de dados, o mesmo número da Virgínia, que reúne a maior concentração dessas instalações no mundo. A nova governadora também fez campanha por uma suspensão de novos projetos enquanto o Texas define regras mais rigorosas.

Na Virgínia, a governadora democrata Abigail Spanberger anunciou em setembro medidas que obrigam empresas a cobrir custos de transmissão de energia e melhorias na rede. O pacote também prevê limites à geração local com gás natural, revisão de geradores a diesel e regras sobre ruído, água e zoneamento para centros com consumo superior a 25 megawatts. Em Nova York, Kathy Hochul impôs em julho uma moratória de até um ano para construir ou licenciar novos grandes data centers.

Em Ohio, a governadora eleita Amy Acton propôs uma pausa condicional nas construções. Na Geórgia, Keisha Lance Bottoms defendeu uma suspensão temporária para avaliar a pressão das instalações sobre a rede elétrica. As propostas podem tornar mais caros os projetos e reduzir o ritmo de expansão, mas especialistas avaliam que empresas dificilmente interromperão investimentos já contratados, em parte porque recorrem a endividamento e grandes desembolsos para construir a infraestrutura.

O debate ocorre enquanto os Estados Unidos enfrentam limitações de terrenos e fontes de energia para novos empreendimentos. Esse cenário amplia o interesse pelo Brasil, que tem recursos naturais, posição geográfica favorável e muitos cabos submarinos, infraestrutura que conecta redes de telecomunicações entre países. Esses fatores podem tornar o país uma alternativa para empresas que buscam expandir a capacidade de processamento de dados.

A atração de investimentos, porém, deve vir acompanhada de regras ambientais e sociais e de compromissos com o desenvolvimento nacional. Alisson Takano, executivo-chefe da consultoria B.Real Capital, defende uma regulação criteriosa para evitar que projetos avancem sem avaliação adequada de seus impactos. Sebastião Sahão Junior, presidente do CPQD, organização de pesquisa e inovação sediada em Campinas (SP), afirma que os centros de dados devem trazer cooperação tecnológica e benefícios associados ao negócio, além da instalação física.

O consumo de energia e água está entre os pontos que alimentam a discussão sobre o licenciamento. Data centers são instalações que armazenam e processam informações; sistemas de IA exigem grande capacidade computacional, e os equipamentos precisam ser resfriados para operar. A água pode ser usada em certos sistemas de refrigeração, enquanto a eletricidade é necessária tanto para os servidores quanto para o controle de temperatura. O impacto varia conforme a tecnologia adotada e as condições locais, razão pela qual regras de uso de recursos e avaliação ambiental são centrais no debate.

No Brasil, empresas aguardam a regulamentação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata). O regime de incentivos fiscais para equipamentos foi sancionado em setembro, mas projetos dependem da definição dos componentes abrangidos para avançar com compras. Benefícios ligados a PIS/Pasep, Cofins e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) têm validade até 1º de janeiro de 2027, durante a transição da reforma tributária.

Fontes: Valor Econômico, Gazeta do Povo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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