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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Mais de 400 apps escondem ferramentas de deepfake explícito

Os programas se disfarçam de editores de fotos e apps de idiomas, mas podem liberar imagens íntimas falsas após a instalação; Apple e Google removeram vários.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pessoa segura celular com ícones genéricos de aplicativos e um laptop ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pessoa segura celular com ícones genéricos de aplicativos e um laptop ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Uma investigação identificou mais de 400 aplicativos e sites ligados a ferramentas para criar imagens falsas de pessoas nuas. Os apps aparecem como serviços comuns, mas podem liberar recursos explícitos após a instalação. Apple e Google removeram vários deles; a Apple disse que os programas mudaram o conteúdo acessado depois da aprovação.

Uma rede com mais de 400 aplicativos e sites que oferecem ferramentas para criar imagens falsas de pessoas nuas foi identificada na App Store, da Apple, e na Google Play Store. Os programas se apresentam como serviços comuns, mas podem liberar recursos de deepfake explícito depois de instalados, segundo uma investigação publicada nesta terça-feira, 3.

Os aplicativos simulam editores de fotos de animais, plataformas para aprender idiomas e programas de treinamento físico. Na instalação, exibem interfaces convencionais, sem indicar que permitem produzir imagens pornográficas. Depois, porém, podem se conectar a um servidor externo, que decide se o usuário terá acesso aos recursos explícitos. Os pesquisadores não identificaram um critério definitivo para saber quem recebe cada versão.

Deepfake é um conteúdo audiovisual manipulado ou gerado por inteligência artificial (IA) para representar uma pessoa em uma situação que não ocorreu. Nesse caso, as ferramentas são usadas para criar imagens íntimas sem consentimento, o que pode causar danos às pessoas retratadas e levantar questões de privacidade e segurança.

Um dos caminhos para chegar a esses aplicativos começa em anúncios da Meta com imagens pornográficas falsas. A rede também usava a plataforma para divulgar os programas, e alguns eram baixados logo após o usuário clicar em uma dessas peças publicitárias.

A investigação apontou conexões entre os aplicativos, desenvolvedores chineses e a KeLing Technology Limited, empresa sediada em Hong Kong. Depois de ser procurada pelos responsáveis pela investigação, a companhia teria removido referências que a ligavam aos programas.

O levantamento também situa o caso em um problema já observado nas lojas digitais. No início de 2026, cerca de 38 aplicativos do tipo haviam sido identificados nas plataformas da Apple e do Google. Juntos, eles somavam 483 milhões de downloads e US$ 122 milhões em receita.

A Apple afirmou que os aplicativos cumpriam suas regras quando foram aprovados. Segundo a empresa, os desenvolvedores mudaram posteriormente os sites de onde os programas obtinham conteúdo e trocaram material autorizado por conteúdo pornográfico. A companhia também atribuiu a divulgação dos aplicativos a anúncios explícitos publicados em plataformas de terceiros.

Apple e Google removeram vários dos aplicativos identificados. O Google ainda não havia se manifestado sobre o caso até a publicação do relato. A descoberta destaca um desafio para as lojas: a análise inicial pode não detectar recursos que só aparecem depois, quando os desenvolvedores alteram os serviços ou conteúdos acessados pelos aplicativos.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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