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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Anthropic identifica falhas em navegadores e sistemas operacionais

As brechas no Chrome, Safari, Windows e Linux já foram corrigidas; não há registro de que tenham sido usadas em ataques reais na internet.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pesquisador observa telas em um laboratório de cibersegurança. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pesquisador observa telas em um laboratório de cibersegurança.
Resumo em 30 segundos

Uma inteligência artificial ainda não lançada da Anthropic encontrou falhas no Chrome, Safari, Windows e Linux e combinou algumas para criar códigos de ataque funcionais em laboratório. As vulnerabilidades já foram corrigidas. A empresa defende o uso controlado de modelos avançados para ajudar equipes a localizar problemas de segurança.

Uma inteligência artificial ainda não lançada pela Anthropic identificou vulnerabilidades no Chrome, no Safari, no Windows e no Linux e combinou algumas delas para produzir códigos de ataque funcionais. A equipe de segurança da empresa apresentou os resultados em um relatório publicado na terça-feira (27), com testes feitos em laboratório e sem registro de exploração dessas falhas em ataques reais na internet.

Em um dos experimentos, o sistema conseguiu abrir a calculadora em um computador Mac com o Chrome logo depois que uma página da internet foi carregada, sem que o usuário clicasse em algo. No navegador do Google, o modelo encadeou quatro vulnerabilidades para executar comandos fora do ambiente isolado que limita o acesso de páginas ao restante do computador.

O teste demonstra como falhas distintas podem ser usadas em sequência para contornar proteções. O isolamento do navegador, também chamado de sandbox, restringe o que um site pode fazer no dispositivo; escapar desse ambiente pode ampliar o alcance de um ataque. A Anthropic não identificou o modelo usado nem detalhou quanto trabalho humano foi necessário para construir os exploits, nome dado a códigos que exploram vulnerabilidades.

As falhas descritas já foram corrigidas. O Google solucionou os problemas do Chrome na versão 156, disponibilizada em 20 de outubro, e creditou os pesquisadores da Anthropic nos registros de segurança. A equipe de segurança da empresa afirmou que recebeu relatos de pesquisadores que usavam inteligência artificial e agiu para proteger a plataforma antes de uma exploração maliciosa.

No Safari, a vulnerabilidade permitia que um site mal-intencionado contornasse regras de segurança e acessasse dados de outras páginas abertas pelo usuário. A Apple corrigiu o problema no final de junho e registrou os nomes dos pesquisadores. Em um boletim, a fabricante afirmou que a colaboração com pesquisadores externos e novas ferramentas de auditoria ajudam a antecipar riscos complexos.

No Windows e no Linux, as brechas estavam na pilha de rede, conjunto de componentes que permite a comunicação entre computadores e servidores. Elas poderiam provocar a interrupção de servidores ou, no caso de acesso root remoto, dar a um invasor controle total sobre uma máquina. As correções foram distribuídas ao longo deste ano; no Linux, uma delas aparece no registro CVE-2026-98432.

A Anthropic defendeu que modelos avançados com capacidade de identificar falhas sejam disponibilizados de forma controlada para apoiar equipes de defesa. A empresa ampliou um programa de verificação de segurança para permitir que organizações e órgãos governamentais usem versões avançadas da tecnologia na análise de códigos e na busca por vulnerabilidades antes que possam ser exploradas por criminosos.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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