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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Lulinha aparece em fotos de viagem à Finlândia com lobista

Os registros mostram Fábio Luís Lula da Silva ao lado de Roberta Luchsinger em um jato; os dois são investigados em apurações ligadas ao INSS.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Jato executivo em uma pista coberta de neve, com pessoas ao lado da aeronave. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Jato executivo em uma pista coberta de neve, com pessoas ao lado da aeronave.
Resumo em 30 segundos

Fotografias mostram Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger em um jato executivo durante uma viagem à Finlândia, no início de 2025. Os dois são investigados pela Polícia Federal em apurações relacionadas à Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. As defesas negam irregularidades, e Lulinha afirma que a viagem ocorreu por amizade.

Fotografias mostram Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em um jato executivo ao lado da lobista Roberta Luchsinger durante uma viagem à Finlândia, no início de 2025. Os dois são investigados pela Polícia Federal (PF) em apurações relacionadas à Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

As imagens também registram o grupo diante da aeronave, um Embraer Praetor 600, em uma pista coberta de neve. Os registros estavam armazenados na nuvem do celular de Roberta Luchsinger. A viagem, segundo a defesa de Lulinha, ocorreu em razão da amizade entre ele e a empresária.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho negou irregularidades e contestou a divulgação das fotografias às vésperas do segundo turno da eleição. “Essa suposta estratégia de atribuir responsabilidade à Roberta não procede. É especulação. É uma tentativa sórdida de criar uma intriga entre amigos”, afirmou.

Lulinha e Roberta são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), instaurados a partir de diligências da Operação Sem Desconto, incluindo buscas e quebras de sigilo. A PF apura a suspeita de que os dois mantivessem uma sociedade não formalizada: Roberta teria aproximado empresas interessadas em contratos públicos, enquanto Lulinha usaria seu nome e acesso ao Palácio do Planalto para encaminhar demandas. As defesas negam irregularidades.

A investigação também aponta que Roberta teria enviado o motorista para fazer pagamentos em dinheiro a integrantes da cúpula do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, chefiado por Wellington Dias. Os citados são Ranniêr Costa Ciríaco, secretário-executivo adjunto, e José Martinho Ferreira de Araújo, coordenador do cerimonial. A PF também apura a suspeita de que a lobista guardasse dinheiro em espécie em malas na própria casa.

Outro registro mostra Lulinha em uma festa de réveillon na mansão que Roberta alugava em Brasília, ao lado de Swedenberger Barbosa, chefe-adjunto do gabinete pessoal da Presidência. A empresária arcaria com o imóvel, cuja manutenção superava R$ 100 mil mensais. A casa teria sido usada por mais de um ano para reuniões com integrantes do governo e festas.

A relação entre Lulinha e Roberta ganhou repercussão durante a campanha presidencial. No debate da Band, em 18 de outubro, Flávio Bolsonaro cobrou explicações sobre o filho do presidente. Lula respondeu que Lulinha havia autorizado a PF a acessar dados bancários e telefônicos. Depois, o presidente propôs ao Tribunal Superior Eleitoral a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e da família, incluindo o filho, condicionada a Flávio fazer o mesmo.

Roberta declarou que pretende fazer delação premiada e afirmou: “Não vou poupar o filho do presidente, não vou poupar o presidente”. Lula disse, em nota, que nunca teve interlocução com a lobista nem recebeu demandas dela, e que o governo federal não mantém contrato com a empresária. O presidente também questionou o momento em que as declarações foram feitas.

Para entender

Operação Sem Desconto
Investigação da Polícia Federal sobre fraudes relacionadas a descontos associativos não autorizados em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As apurações incluem suspeitas de pagamentos indevidos e envolvem diferentes pessoas e entidades.

Fontes: Folha de S.Paulo

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