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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Lula vence Flávio Bolsonaro e imprensa mundial destaca volta ao poder

Jornais e revistas apontam o quarto mandato como histórico, mas destacam os desafios de governabilidade e a falta de apoio no Congresso.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Lula discursa em um evento público, diante de uma plateia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Lula discursa em um evento público, diante de uma plateia.
Resumo em 30 segundos

A imprensa internacional repercutiu a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial de 2026. Veículos destacaram o retorno do petista para um quarto mandato e o impacto do resultado na região. Também apontaram desafios políticos, como a necessidade de negociar com um Congresso mais conservador.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, realizado neste domingo (25), no Brasil. A imprensa internacional repercutiu o resultado nesta segunda-feira (26), com destaque para a volta de Lula ao Planalto para um quarto mandato e para os desafios políticos que deverá enfrentar.

O jornal americano The New York Times chamou Lula de “estadista mais influente da América Latina” e descreveu a vitória como uma reviravolta. A publicação ressaltou que o presidente derrotou Flávio, candidato de direita e aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O britânico The Guardian classificou a conquista de um quarto mandato como histórica e destacou a declaração de Lula de que o resultado representava uma “derrota para o negacionismo”. Já o The Washington Post avaliou que a vitória interrompe uma guinada à direita na América Latina e impede que a maior democracia da região acompanhe a mudança ideológica observada em países vizinhos.

A BBC deu atenção à reação de Flávio Bolsonaro, que rejeitou o resultado, e descreveu o país como dividido após a eleição. A repercussão internacional também incluiu dúvidas sobre a governabilidade de Lula: o francês Le Monde apontou que o próximo mandato deverá ser difícil diante da falta de apoio no Congresso, que será mais conservador, e da pressão da sociedade civil.

A avaliação sobre os obstáculos políticos aparece também em análises sobre o cenário econômico. O argentino La Nación mencionou a incerteza financeira após a votação e observou que o presidente Javier Milei ainda não havia se manifestado sobre a vitória de Lula até a manhã desta segunda-feira.

A eleição foi decidida em segundo turno, etapa disputada pelos dois candidatos mais votados no primeiro. O resultado não encerra a disputa sobre a composição política do país: a relação do governo com o Congresso será central para aprovar projetos e medidas, já que o apoio parlamentar costuma ser necessário para avançar propostas legislativas.

A revista britânica The Economist chamou Lula de “grande sobrevivente” e descreveu o resultado como um retorno político marcante. A publicação observou que o petista era considerado politicamente acabado após o primeiro turno. As análises internacionais, portanto, combinaram a dimensão da vitória eleitoral com a expectativa de um governo que terá de negociar com um Legislativo mais conservador.

Para entender

Segundo turno
É a etapa final da eleição presidencial disputada pelos dois candidatos mais votados no primeiro turno, quando nenhum deles alcança a maioria absoluta dos votos válidos.

Fontes: Folha de S.Paulo

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