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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Lula inicia campanha para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro

A votação final será em 25 de outubro; Lula diz que buscará abstencionistas e eleitores de candidatos derrotados e promete apresentar propostas na disputa.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Um organizador prepara cadeiras e materiais em uma sala para um evento de campanha política. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Um organizador prepara cadeiras e materiais em uma sala para um evento de campanha política.
Resumo em 30 segundos

Depois de terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, Lula iniciou em São Paulo a preparação para a disputa final, marcada para 25 de outubro. O presidente pretende buscar abstencionistas e eleitores de candidatos derrotados e apresentar propostas sobre economia, educação, indústria e saúde. Geraldo Alckmin afirmou que a campanha conversará com eleitores de todas as candidaturas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira, em São Paulo, a preparação para o segundo turno da eleição presidencial, depois de terminar a primeira etapa atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em vídeo publicado pela manhã, Lula disse que é “muito bom no mata-mata” e afirmou: “Os bolsonaristas se preparem, porque nós vamos derrotá-los”.

Na noite de domingo, durante um pronunciamento a aliados, Lula afirmou que esperava vencer no primeiro turno e classificou o resultado como inesperado. Com 45% dos votos, ele disputará a etapa final contra Flávio, que obteve 47%. O presidente disse que a nova fase permitirá comparar as propostas dos dois candidatos e prometeu começar a campanha nesta terça-feira.

Lula afirmou que pretende buscar eleitores que não foram às urnas. Ele pediu que os cerca de 28 milhões de abstencionistas participem da decisão e disse que fará um apelo sobre a importância do voto. A abstenção ocorre quando um eleitor apto deixa de votar; no Brasil, o voto é obrigatório para a maioria dos cidadãos entre 18 e 70 anos, com exceções previstas em lei.

O presidente também pretende conversar com pessoas que votaram em candidatos derrotados no primeiro turno. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a campanha procurará eleitores de todas as candidaturas, inclusive da oposição. Segundo Alckmin, o segundo turno, previsto na Constituição, oferece aos eleitores uma nova votação entre os dois candidatos mais votados.

No discurso, Lula adiantou temas que pretende levar à disputa, entre eles desenvolvimento tecnológico, exploração de terras raras e minerais críticos, petróleo e expansão da indústria nacional. Também mencionou a possibilidade de oferecer gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) um medicamento para emagrecimento a pessoas que precisem, após exercício e cuidados com a alimentação. Ele não detalhou como a proposta seria implementada.

Lula ainda citou educação e inclusão social como prioridades. Disse que pretende falar sobre universidades, institutos federais, ensino médio, ensino em tempo integral e a ampliação do Pé-de-Meia, programa de incentivo financeiro a estudantes do ensino médio. Também defendeu a continuidade de políticas de inclusão e afirmou que apresentará o que já foi feito em seus governos e o país que pretende construir.

O presidente respondeu às críticas sobre a condução da economia e declarou que não aceitará medidas fiscais que, em sua avaliação, prejudiquem a população pobre. Disse que seus governos obtiveram grau de investimento duas vezes. Grau de investimento é uma classificação atribuída por agências de risco a países considerados mais capazes de honrar suas dívidas; a avaliação pode influenciar as condições de financiamento.

Lula também atacou o adversário e a família Bolsonaro, ao mencionar suspeitas de ligações com milicianos e crime organizado e a participação na criação do Banco Master. As afirmações foram feitas pelo presidente durante o pronunciamento. Flávio Bolsonaro não aparece nas declarações reproduzidas no evento, e não houve resposta dele incluída na fala de Lula.

Alckmin, por sua vez, comparou os governos Lula e Jair Bolsonaro em temas como saúde, democracia e políticas sociais. Ele criticou o que chamou de negacionismo durante a pandemia de Covid-19 e defendeu medidas do atual governo, entre elas a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. O vice-presidente afirmou que a campanha estará “com energia total” na disputa.

O resultado presidencial veio acompanhado de derrotas de aliados em São Paulo. Lula lamentou a eleição de Tarcísio de Freitas para o governo do estado e a derrota de Fernando Haddad, além de citar as candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet, que não foram eleitas. O presidente disse que o grupo precisará rever a forma como apresentou suas propostas aos eleitores paulistas.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Na nova etapa, os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro; vence quem obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos brancos e nulos. Ao encerrar o pronunciamento, Lula afirmou que considera a disputa aberta e disse que pretende ampliar o apoio à sua candidatura.

Fontes: O Globo, Valor Econômico

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