Lula supera Flávio Bolsonaro em seções transferidas para o 2º turno
Nas 2.033 seções com mudança de endereço, Lula teve 48,9% dos votos válidos no primeiro turno, contra 44,2% do senador Flávio Bolsonaro.
Resumo em 30 segundos
Lula recebeu mais votos que Flávio Bolsonaro na maioria das 2.033 seções eleitorais que terão o local de votação alterado para o segundo turno, em 25 de outubro. Minas Gerais concentra o maior número de mudanças. Eleitores podem consultar o endereço atualizado pelo e-Título ou no Autoatendimento Eleitoral do TSE.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu mais votos que o senador Flávio Bolsonaro (PL) na maioria das seções eleitorais que terão seus locais de votação alterados no segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro. No primeiro turno, Lula liderou em 1.036 das 2.033 seções transferidas; Flávio foi o mais votado em 987.
Considerando os votos válidos nessas seções, Lula obteve 48,9%, enquanto Flávio recebeu 44,2%. A diferença entre os candidatos foi de 21.410 votos. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Minas Gerais concentra o maior número de seções transferidas, com 264. Em seguida aparecem Paraná, com 253; Maranhão, com 194; Pernambuco, com 151; e São Paulo, com 146. Minas e São Paulo são apontados como estratégicos para a disputa, enquanto Lula venceu no primeiro turno no Maranhão e em Pernambuco.
O TSE informou que as mudanças foram motivadas por questões como reformas, necessidade de melhorar a acessibilidade, problemas no fornecimento de energia e danos provocados por temporais. Em Confresa, no interior de Mato Grosso, uma escola municipal foi interditada preventivamente depois que a cobertura sofreu danos com chuvas e ventos nos dias 9 e 10 de outubro. As seções foram deslocadas para um endereço próximo, após recomendação de um laudo de engenharia.
As transferências são definidas pelas zonas eleitorais de cada município, e não pela direção do TSE. Segundo o tribunal, a mudança para outro prédio não reduz o número de urnas nem prejudica o eleitorado. Em comunicado divulgado no sábado, a Justiça Eleitoral disse que também houve alterações por obras inacabadas e questões de segurança nos locais.
Para acompanhar riscos climáticos que possam afetar a votação ou o transporte de eleitores, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, instituiu uma Sala Nacional de Situação Climática. O grupo monitora diariamente a situação com apoio do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e da Defesa Civil.
Eleitores podem confirmar o endereço atualizado pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral, no portal do TSE. As informações são atualizadas pelos cartórios eleitorais. A mudança de local não altera a data do segundo turno, que será realizado no próximo domingo.