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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Lula e Flávio fazem segundo debate do turno na TV Globo

O encontro será transmitido nesta sexta-feira, 23, às 21h20, dos Estúdios Globo, no Rio; César Tralli será o mediador, a dois dias da votação.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Palco de debate presidencial em estúdio de televisão, com dois púlpitos e câmeras de transmissão. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Palco de debate presidencial em estúdio de televisão, com dois púlpitos e câmeras de transmissão.
Resumo em 30 segundos

Lula e Flávio Bolsonaro voltarão a se enfrentar nesta sexta-feira, 23, no segundo debate presidencial do segundo turno. O programa da TV Globo começa às 21h20, nos Estúdios Globo, no Rio, com mediação de César Tralli. O primeiro debate entre os dois nesta etapa ocorreu no domingo, 18, na Band.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) voltarão a se enfrentar em um debate presidencial nesta sexta-feira, 23, a partir das 21h20, na TV Globo. O programa será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação do jornalista César Tralli, a dois dias do segundo turno.

O encontro será o segundo entre os candidatos nesta etapa da disputa. O primeiro foi realizado neste domingo, 18, pela Band, e teve acusações entre os dois, interrupções da plateia e intervenções da organização para conter desentendimentos entre apoiadores. Os mediadores chegaram a interromper o cronômetro em momentos do programa.

No debate, Lula questionou Flávio sobre os R$ 134 milhões que o senador pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o pai, Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que o dinheiro seria destinado à produção e disse que explicaria o caso quando necessário. O senador também citou um áudio em que Vorcaro mencionaria R$ 30 milhões que teriam sido pagos por fora ao Instituto Lula; essa alegação foi contestada pelos envolvidos ou por suas defesas.

Os candidatos também trocaram acusações relacionadas a familiares e a investigações. Flávio mencionou Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente, e Lula respondeu que o caso está com a Polícia Federal. O presidente afirmou que o filho abriu dados bancários e telefônicos para investigação. As suspeitas citadas no debate não equivalem a uma condenação.

Segurança pública, economia, saúde e política externa também entraram na discussão. Flávio prometeu classificar facções criminosas como organizações narcoterroristas, ampliar vagas em presídios e usar as Forças Armadas nas fronteiras. Lula defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública caso o Senado aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança.

Na economia, Flávio afirmou que pretende abrir espaço orçamentário de R$ 200 bilhões, sem detalhar como alcançaria a meta, e prometeu congelar dívidas por períodos diferentes para pessoas físicas e empresas. Lula defendeu a política de valorização do salário mínimo e questionou se o adversário adotaria o modelo econômico do presidente argentino Javier Milei.

A realização do debate da Globo no primeiro turno foi cancelada depois de decisões judiciais que mudaram as regras e a composição do encontro. Uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a emissora de exibir um púlpito vazio de Lula e de permitir perguntas dos demais candidatos ao ausente. Depois, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou que Renan Santos (Missão) fosse convidado. Lula e Flávio não participariam daquele programa: Lula escolheu dar entrevista ao podcast Flow, e Flávio anunciou que desistiria, alegando “censura imposta ao evento pelo TSE”.

Fontes: Estadão, O Globo, Folha de S.Paulo

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