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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Logística reversa tem resultados diferentes entre tipos de resíduos

Em 2025, a recuperação de eletroeletrônicos cresceu 27,3%, enquanto a de pilhas e baterias caiu 15,5%; o Sisrev-BR busca reunir dados dos programas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Trabalhadores separam embalagens, eletrônicos e outros resíduos em uma central de reciclagem. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Trabalhadores separam embalagens, eletrônicos e outros resíduos em uma central de reciclagem.
Resumo em 30 segundos

Os resultados da logística reversa variaram em 2025: aumentou a recuperação de embalagens de agrotóxicos e de eletroeletrônicos, mas caiu a de pilhas, baterias e lâmpadas. O setor aponta entraves como diferenças regionais, tributação desfavorável aos reciclados, fiscalização insuficiente e baixa remuneração de catadores. O Sisrev-BR pretende consolidar informações dos programas.

A logística reversa no Brasil enfrenta entraves tributários, falta de coordenação entre União e Estados e fiscalização insuficiente, apesar do avanço de regras e da participação de empresas. Dados do Ministério do Meio Ambiente mostram que os resultados variaram entre tipos de resíduos em 2025: aumentou a recuperação de embalagens de agrotóxicos e de eletroeletrônicos, enquanto caiu a de pilhas, baterias e lâmpadas.

A logística reversa é o sistema que organiza o retorno de produtos e embalagens após o uso para reaproveitamento, reciclagem ou destinação adequada. Prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, ela envolve fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores, mas depende de normas complementares e de estruturas capazes de atender diferentes regiões.

Em 2025, o volume recuperado de embalagens de agrotóxicos subiu 10,8%, e o de eletroeletrônicos, 27,3%. Já a recuperação de pilhas e baterias recuou 15,5%, e a de lâmpadas, 8,1%. Segundo Eduardo Rocha, diretor do Departamento de Gestão de Resíduos Sólidos do ministério, os sistemas mais consolidados incluem os de embalagens de agrotóxicos, óleos lubrificantes usados e baterias de chumbo-ácido. Lâmpadas fluorescentes e embalagens de vidro enfrentam dificuldades estruturais.

Neste ano, o ministério criou o Sistema Nacional de Logística Reversa (Sisrev-BR), que reúne informações dos programas. A ferramenta está em sua primeira fase, com cruzamento de notas fiscais para reduzir registros duplicados. O cadastramento das empresas obrigadas a participar está previsto para dezembro de 2026. A consulta pública sobre o Programa Nacional de Logística Reversa também integra o esforço de harmonização das regras entre governos estaduais e federal.

As diferenças regionais dificultam a expansão dos sistemas, especialmente em municípios pequenos e no Norte. Também pesam a oscilação dos preços dos materiais reciclados e a tributação, que, segundo representantes do setor, pode tornar a matéria-prima virgem mais barata do que a reciclada. A remuneração considerada insuficiente dos catadores é outro obstáculo.

As regras para embalagens plásticas, que incluem metas de conteúdo reciclado, foram estabelecidas há um ano. As empresas precisam comprovar a quantidade de material reciclado usada nas embalagens junto aos fornecedores. Paulo Petroni, presidente do conselho gestor do Instituto Rever, afirma que o aumento das entregas domiciliares no pós-pandemia elevou a demanda por embalagens e exige mudanças nos processos e ações educativas.

No caso dos eletroeletrônicos, as metas de recuperação, em vigor desde 2021, chegaram a 17% do peso dos produtos domésticos colocados no mercado brasileiro em 2025. Ademir Brescansin, gerente-executivo da Green Eletron, diz que o custo elevado e a fiscalização insuficiente dificultam a adesão. Segundo ele, a participação de mais fabricantes e importadores poderia reduzir os custos do sistema.

Para entender

Logística reversa
É o sistema que organiza o retorno de produtos e embalagens após o consumo para reaproveitamento, reciclagem ou destinação ambientalmente adequada. No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos atribui responsabilidades a empresas, consumidores e outros participantes da cadeia.
Política Nacional de Resíduos Sólidos
Lei federal que estabelece diretrizes para a gestão de resíduos no Brasil. Entre seus instrumentos está a logística reversa, que distribui responsabilidades pelo retorno e pela destinação adequada de produtos e embalagens após o uso.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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