Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Locais de votação mudam em 438 seções para o segundo turno

As alterações atingem cerca de 124,5 mil eleitores e podem ser atualizadas até domingo, 25 de outubro; a Justiça Eleitoral recomenda conferir o endereço antes de sair.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitores consultam seus celulares perto de uma escola usada como local de votação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitores consultam seus celulares perto de uma escola usada como local de votação.
Resumo em 30 segundos

Até as 6h27 de quarta-feira, 21 de outubro, 438 seções eleitorais tinham mudado de endereço para o segundo turno, afetando cerca de 124,5 mil eleitores. As alterações são decididas por TREs e zonas eleitorais em situações excepcionais. Os dados podem mudar até domingo, e o endereço pode ser consultado pelo e-Título e por outros canais oficiais.

As mudanças de locais de votação para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo, 25 de outubro, atingiam 438 seções e cerca de 124,5 mil eleitores até as 6h27 desta quarta-feira, 21 de outubro. Os dados da Justiça Eleitoral mostram alterações em seções onde tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) venceram no primeiro turno, contrariando alegações de que as transferências favoreceriam apenas um dos candidatos.

Lula ficou à frente em 248 das seções alteradas, enquanto Flávio venceu em 188; houve empate entre os dois em outras duas. No total, as seções registraram 102.265 votos, incluindo os dados de todos os candidatos, além de votos brancos e nulos. Lula recebeu 50.363 votos, equivalentes a 49,25%, e Flávio teve 41.110, ou 40,20%.

A mudança de endereço não é determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As decisões cabem aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e às zonas eleitorais, que avaliam as condições de cada município. A Justiça Eleitoral afirma que alterações entre os turnos podem ocorrer em situações excepcionais para proteger eleitores e mesários ou garantir que a votação aconteça em condições adequadas.

Entre os motivos estão danos causados por chuvas, falta de energia, reformas ou problemas estruturais e de acessibilidade nos prédios. Em Confresa, no Mato Grosso, por exemplo, fortes chuvas danificaram a cobertura de uma escola municipal usada como local de votação. O prédio foi interditado, e as seções foram transferidas para um endereço próximo.

Os números de locais transferidos variaram bastante nos dias anteriores. No sábado, 17 de outubro, o sistema do TSE indicava 4.289 seções alteradas; no domingo, 18, o total havia caído para 1.397 no fim da noite. O secretário-geral da Presidência do tribunal, Murilo Salmito, explicou que o sistema considerou mudanças provisórias adotadas no primeiro turno e, depois da votação, voltou a registrar os locais originais. Nem todas as transferências registradas dessa forma serão mantidas na prática.

A Justiça Eleitoral informou que os dados seguem sendo atualizados conforme as zonas eleitorais finalizam registros e ajustes. O total é revisado quatro vezes por dia e pode mudar até o domingo da votação. A quantidade contabilizada na manhã desta quarta-feira representa 0,084% das 517.179 seções eleitorais do país.

Minas Gerais concentrava o maior número de alterações, com 123. Pará e Piauí tinham 41 cada, seguidos por Maranhão e São Paulo, com 35. Também havia mudanças no Rio Grande do Norte, no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso, além de outros 14 estados. Na série histórica das três últimas eleições presidenciais, 2026 era, até a atualização consultada, o ano com menos mudanças.

A distância entre os endereços antigos e os novos varia conforme o município. Em Tabatinga, no Amazonas, duas seções da escola indígena O’i Tchurune foram transferidas para a escola indígena Meparacu, a cerca de quatro minutos de caminhada. Em Ubá, Minas Gerais, seções da escola Deputado Carlos Peixoto Filho passaram para a escola estadual Senador Levindo Coelho, a 1,3 quilômetro, percurso estimado em 18 minutos a pé.

As alterações alimentaram publicações nas redes sociais que atribuem as decisões ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, ou dizem que os locais modificados seriam apenas aqueles em que Flávio venceu. A Justiça Eleitoral esclarece que as decisões são regionais. Os resultados do primeiro turno nas seções transferidas também mostram que Lula liderou em mais unidades que Flávio, embora ambos tenham vencido em locais afetados.

A coligação Brasil Pronto para Mais, liderada pelo PT, pediu ao TSE que amplie a divulgação das mudanças. A bancada do partido na Câmara também acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral para solicitar investigação sobre a comunicação dos novos endereços e possíveis efeitos na participação dos eleitores. Em nota conjunta, os 27 TREs se comprometeram a informar as alterações por diferentes meios até o dia da votação.

Eleitores podem confirmar o endereço, a zona e a seção do segundo turno pelo aplicativo e-Título, pelo serviço de autoatendimento eleitoral na internet ou pelo assistente virtual ChatVote, disponível no portal do TSE. O tribunal recomenda verificar os dados antes de sair de casa, inclusive para quem solicitou transferência temporária do local de votação.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também