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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Keeta é alvo de ação da ANR contra compra intermediada

A associação pede que a plataforma retire restaurantes não autorizados e pague multa diária de R$ 10 mil por estabelecimento mantido no aplicativo.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Entregador genérico retira uma sacola de refeição no balcão de um restaurante. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Entregador genérico retira uma sacola de refeição no balcão de um restaurante.
Resumo em 30 segundos

A Associação Nacional de Restaurantes entrou com ação civil pública contra a Keeta para contestar a compra intermediada, em que entregadores compram refeições diretamente nos estabelecimentos. A entidade pede a retirada de restaurantes que não autorizaram sua inclusão e multa diária de R$ 10 mil por local. A Keeta defende o modelo e afirma que ele segue as leis.

A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) entrou com uma ação civil pública contra a Keeta Delivery Brazil Ltda. para contestar a compra intermediada, modelo que exibe restaurantes no aplicativo sem autorização prévia e permite que entregadores comprem refeições diretamente nos estabelecimentos. A entidade pede à Justiça a suspensão da prática e multa diária de R$ 10 mil por restaurante mantido na plataforma sem consentimento.

A ação solicita que a Keeta retire os estabelecimentos que não aprovaram expressamente sua inclusão, além de nomes, marcas, cardápios e imagens associados a eles. A ANR também quer que a empresa seja proibida de operar o modelo sem autorização prévia. A associação afirma que procurou a plataforma para pedir o fim da prática, mas não teve o pedido atendido.

Na compra intermediada, o aplicativo apresenta opções de restaurantes e um entregador ou comprador vai ao balcão, faz o pedido como cliente e leva a refeição ao consumidor. A ANR sustenta que o formato interfere na autonomia comercial dos estabelecimentos, pode caracterizar concorrência desleal e prejudica a relação direta entre restaurantes e clientes.

Entre os problemas apontados pela entidade estão o uso de imagens e marcas sem permissão e a oferta de descontos que podem chegar a 60% sem autorização dos proprietários. A associação também menciona o risco de conflito com contratos de exclusividade que alguns restaurantes mantêm com outras plataformas de entrega.

A ANR afirma ainda que informações desatualizadas sobre preços e produtos podem causar divergências nos pedidos, falhas no atendimento e dúvidas sobre conservação e transporte dos alimentos. Segundo a entidade, essas situações podem levar consumidores a responsabilizar os restaurantes por problemas ligados a uma operação que eles não controlam.

A Keeta diz que desenvolveu a ferramenta como projeto piloto no Brasil para ampliar as opções dos consumidores e criar oportunidades para entregadores e restaurantes. A empresa afirma que o modelo surgiu em um mercado no qual contratos de exclusividade restringiriam a liberdade de alguns estabelecimentos para escolher plataformas de delivery.

A plataforma declarou que seus entregadores e assistentes compram os pedidos no balcão e fazem a entrega. Em caso de reclamação ou problema, a Keeta diz analisar cada situação e aplicar sua política de reembolso sem causar prejuízo financeiro aos restaurantes.

A empresa também afirma que os estabelecimentos aparecem identificados com a etiqueta “Intermediada”, que as imagens dos pratos são ilustrativas e que os logos dos restaurantes não são exibidos. Segundo a Keeta, os consumidores recebem informações sobre as características do serviço durante a navegação, e a operação segue as leis e regulamentações locais.

A expressão “burguer brokers” foi usada nos Estados Unidos para descrever serviços que anunciavam restaurantes sem contrato ou autorização. Segundo a ação, esse modelo gerou disputas judiciais naquele país e levou à retirada de estabelecimentos que não haviam consentido com a divulgação. A ANR cita esse histórico ao questionar a compra intermediada no Brasil.

Para entender

Compra intermediada
Modelo em que um aplicativo exibe restaurantes e um entregador ou comprador vai ao estabelecimento para comprar a refeição como cliente e levá-la ao consumidor. A controvérsia envolve a inclusão dos restaurantes na plataforma sem autorização prévia.
Burguer brokers
Expressão usada nos Estados Unidos para descrever serviços de delivery que anunciavam restaurantes sem contrato ou autorização. A ANR menciona esse histórico ao contestar a compra intermediada no Brasil.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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