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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Polícia inclui lesão corporal em caso de tiro que atingiu Fred Bruno

O apresentador teve o pé atingido de raspão; a polícia também apura se o disparo foi intencional e pediu autorização para investigar o deputado.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Interior de uma casa noturna com iluminação baixa e cadeiras espalhadas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Interior de uma casa noturna com iluminação baixa e cadeiras espalhadas.
Resumo em 30 segundos

A Polícia Civil incluiu lesão corporal no boletim de ocorrência sobre o disparo que atingiu de raspão o apresentador Fred Bruno em uma casa noturna no Itaim Bibi. A investigação apura como a arma disparou e se houve importunação sexual. O Tribunal de Justiça precisa autorizar a investigação formal do deputado Marcelo Aguiar.

A Polícia Civil de São Paulo incluiu o crime de lesão corporal no boletim de ocorrência sobre um disparo de arma de fogo envolvendo o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL), em uma casa noturna no Itaim Bibi, na capital. O tiro atingiu de raspão o apresentador Fred Bruno, do Globo Esporte. A alteração foi feita na terça-feira, 20 de outubro, após a advogada de Fred comparecer à delegacia.

A Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Civil solicitou ao Instituto Médico Legal (IML) um exame pericial para verificar as lesões do apresentador. Em vídeo publicado nas redes sociais, Fred disse que ouviu o disparo e sentiu um forte impacto no pé, que começou a latejar e arder. Ele afirmou que estava bem, mas classificou o episódio como sério.

A investigação apura como a arma disparou e quem efetuou o tiro. Uma das hipóteses examinadas é que alguém tenha tentado pegar a arma durante a discussão que antecedeu o disparo. Os investigadores também avaliam se o tiro foi intencional ou ocorreu acidentalmente durante a confusão.

A polícia ainda investiga se Aguiar importunou sexualmente uma mulher que estava com um grupo de amigos no local. Testemunhas relataram que o deputado teria abordado a mulher. A apuração busca determinar se a conduta configura crime de importunação sexual.

De acordo com o registro da ocorrência, Aguiar aparentava estar embriagado e teria incomodado frequentadores da festa. Homens que estavam no estabelecimento o advertiram, e uma confusão começou. Durante a movimentação, o deputado caiu com a arma, que disparou.

A Polícia Civil pediu autorização ao Tribunal de Justiça de São Paulo para investigar formalmente o parlamentar. A solicitação é necessária por causa do foro por prerrogativa de função, regra que submete a investigação de determinadas autoridades à autorização do tribunal competente.

A assessoria de Aguiar afirmou que ele estava sob efeito de medicamentos fortes, que teriam causado uma “reação adversa”, e que se envolveu em uma discussão. Também negou que o deputado tenha sido preso e disse que ele prestou esclarecimentos à polícia e foi liberado em seguida.

Para entender

Foro por prerrogativa de função
Regra que atribui a determinados tribunais a competência para tratar de investigações ou processos envolvendo algumas autoridades em razão do cargo. A aplicação depende das normas e da situação específica; neste caso, a polícia pediu autorização ao Tribunal de Justiça para investigar formalmente o deputado.

Fontes: Estadão

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