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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Pesquisa Quaest mostra que só 16% tiveram ganho acima da inflação

Embora 69% digam que a renda familiar aumentou no último ano, 32% afirmam que ela acompanhou os preços e 21% que cresceu menos.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Família brasileira avalia as despesas da casa ao lado de sacolas de supermercado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Família brasileira avalia as despesas da casa ao lado de sacolas de supermercado.
Resumo em 30 segundos

Pesquisa Quaest feita entre 17 e 20 de outubro aponta que 69% dos entrevistados tiveram aumento de renda familiar no último ano, mas apenas 16% dizem que o ganho superou a alta do custo de vida. Outros 32% afirmam que a renda acompanhou os preços, 21% que ficou atrás e 28% que não aumentou.

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 21 de outubro, indica que 69% dos brasileiros dizem que a renda da família aumentou no último ano. Mas apenas 16% afirmam que o ganho superou a alta do custo de vida; para 32%, a renda acompanhou os preços, e 21% dizem que cresceu menos. Outros 28% relatam não ter tido aumento. O levantamento foi realizado antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo.

A diferença entre aumento nominal e ganho real ajuda a explicar os resultados: o primeiro é o valor maior recebido, enquanto o segundo considera quanto esse dinheiro permite comprar depois da inflação. Na pesquisa, 48% dizem que a renda acompanhou ou ultrapassou o custo de vida. Já 49% afirmam que ficou atrás dos preços, incluindo quem não teve reajuste.

O percentual de entrevistados que dizem ter obtido aumento acima da inflação subiu de 13% na rodada anterior para 16%, o maior resultado desde março. Ao mesmo tempo, a parcela que afirma não ter recebido aumento caiu de 32% para 28%. A pesquisa não identifica quais medidas ou fatores levaram cada pessoa a avaliar sua renda dessa maneira.

O levantamento também mostra uma divisão nas preocupações políticas. Para 44% dos entrevistados, o maior temor é a volta da família Bolsonaro ao poder; para 42%, é um novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre beneficiários do Bolsa Família, 63% apontam maior receio da família Bolsonaro. Entre jovens de 16 a 34 anos, 47% temem mais um novo governo Lula.

A parcela que diz ter medo dos dois lados dobrou em uma semana, passando de 3% para 6%. O dado aparece em uma disputa eleitoral em que a economia é um dos temas centrais, mas os resultados de renda mostram experiências diferentes entre os eleitores: alguns relatam avanço acima dos preços, enquanto outros dizem que o poder de compra não melhorou ou diminuiu.

Em outra pergunta da mesma pesquisa, 47% desaprovam o governo Lula e 46% dizem aprová-lo. Na rodada anterior, divulgada em 14 de outubro, a aprovação era de 45% e a desaprovação, de 48%. Às vésperas do primeiro turno, a desaprovação havia chegado a 49%.

A avaliação da gestão também oscilou em relação à pesquisa anterior: 38% consideram o governo negativo, ante 40% em 14 de outubro; 26% o classificam como regular, contra 24%; e 34% avaliam a administração como positiva, percentual que permaneceu igual. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A Quaest entrevistou 2.154 pessoas entre 17 e 20 de outubro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-08535/2026. A divulgação ocorreu depois do debate entre os dois candidatos na TV Band, no domingo, e durante a semana de pagamentos reajustados do Bolsa Família. Em outubro, o governo também antecipou o pagamento do benefício para antes da eleição e anunciou perdão de dívidas para microempreendedores.

Na disputa presidencial citada na pesquisa, Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Lula. Os dados de renda e de avaliação do governo, porém, não permitem concluir que uma resposta individual sobre o custo de vida tenha determinado a intenção de voto. A sondagem registra percepções dos entrevistados, sem estabelecer a causa das mudanças observadas.

Para entender

Inflação
É o aumento generalizado dos preços de bens e serviços ao longo do tempo. Quando a renda cresce menos que os preços, o dinheiro perde poder de compra: permite adquirir menos do que antes.

Fontes: Zero Hora, Valor Econômico

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