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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Justiça Eleitoral manda PF investigar Ana Elisa por postagem

A investigação apura uma publicação sobre Nossa Senhora Aparecida; o juiz também ordenou que o X preserve os registros, mas rejeitou proibir novas postagens.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Celular com uma rede social ao lado de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e documentos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Celular com uma rede social ao lado de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e documentos.
Resumo em 30 segundos

A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou que a Polícia Federal investigue a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva por uma publicação sobre Nossa Senhora Aparecida. A decisão atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. O juiz ordenou a preservação dos registros no X, mas não proibiu novas postagens da parlamentar.

A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou que a Polícia Federal (PF) investigue a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) por uma publicação nas redes sociais sobre Nossa Senhora Aparecida. A decisão, assinada pelo juiz Orlando Israel de Souza, da 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis, atendeu a um pedido da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que questiona se houve divulgação de informação falsa.

A publicação citada na notícia-crime afirma que “os bolsonaristas estão tentando tirar o título de padroeira do Brasil da Nossa Senhora Aparecida”. A equipe de Flávio também pediu à Justiça que impedisse a parlamentar de fazer novas postagens do tipo e que fossem preservadas provas relacionadas ao conteúdo.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) avaliou que havia elementos para abrir a investigação. Com base no parecer, o juiz encaminhou o caso à PF, determinou que a plataforma X preserve os registros da publicação e enviou cópias do processo à Procuradoria-Geral Eleitoral. O magistrado, porém, rejeitou o pedido para proibir Ana Elisa de publicar conteúdos relacionados às eleições presidenciais.

A determinação de investigar não representa uma conclusão sobre a veracidade da postagem nem sobre eventual responsabilidade da deputada. A apuração da PF deverá examinar as circunstâncias da publicação; a preservação de registros busca manter dados que podem ser relevantes para a análise do caso.

Em resposta ao pedido, Ana Elisa publicou no Instagram que é “uma menina do interior de Minas que recebeu 524 mil votos e tem 4 milhões de seguidores”. Na mesma publicação, questionou: “Por que um candidato a Presidencia da República tem tanto medo do que tenho a dizer?”

Na semana passada, a deputada eleita afirmou que procuraria o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e disse ter sido alvo de “fake news”. A declaração ocorreu depois que parlamentares bolsonaristas divulgaram publicações antigas atribuídas a ela, com frases como “odeio branco” e “tô nem aí para empreendedor”, acompanhadas, em alguns casos, de risadas e palavrões.

Eleita a segunda deputada mais votada de Minas Gerais, Ana Elisa também passou a integrar um grupo de jovens recém-eleitos para a Câmara dos Deputados que foram consultados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre mudanças na estratégia digital antes do segundo turno.

Fontes: O Globo

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