Juan Pablo Carreira defende entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina
O diretor de Comunicação Digital argentino apoiou o senador no X e afirmou que ele não tem condenação, mandado de prisão nem alerta vermelho da Interpol.
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Juan Pablo Carreira defendeu a entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina e publicou uma mensagem de apoio ao senador no X. Flávio chegou ao país por terra com a família, seguiu em voo privado para os Estados Unidos e teve os passaportes cancelados após não entregá-los à Polícia Federal, como determinara o STF.
O diretor nacional de Comunicação Digital da Argentina, Juan Pablo Carreira, defendeu nesta quarta-feira (28) a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no país e publicou uma mensagem de apoio a ele na rede social X. Flávio cruzou a fronteira com a mulher e as duas filhas na noite de terça-feira, antes de seguir viagem para os Estados Unidos, apesar de uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar os passaportes e não deixar o Brasil.
A Direção Nacional de Migrações argentina informou que a família entrou às 22h50 pela Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú. Segundo o órgão, eles apresentaram documentos de viagem válidos, não havia impedimento legal para a entrada e a passagem foi registrada sem incidentes. Flávio usou um passaporte italiano.
Carreira afirmou que o senador não tem condenação, mandado de prisão ou alerta vermelho da Interpol. Em publicação no X, escreveu: “Flávio Bolsonaro está a salvo das garras do comunismo que querem meter presos a todos os opositores, e agora vai poder seguir a luta desde os Estados Unidos em vez desde uma cela em Brasília como o pai dele”.
Depois de entrar na Argentina, Flávio embarcou em um voo privado para Guayaquil, no Equador, e prosseguiu até Miami, onde chegou na manhã desta quarta-feira. A aeronave era operada pela Baires Fly, empresa citada em investigação argentina sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e irregularidades em contratos públicos de medicamentos e insumos médicos. A investigação apura transferências de fornecedores à companhia, que teria emitido faturas por serviços aeronáuticos; as suspeitas ainda são objeto de apuração.
Na segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que Flávio entregasse os passaportes à Polícia Federal (PF) em 24 horas e proibiu que mantivesse contato com o advogado Willer Tomaz. Os dois são investigados em um inquérito por suspeita de participação em esquema de lavagem de dinheiro. Flávio não entregou os documentos e, após a saída do país, teve os passaportes cancelados.
Antes de viajar, o senador publicou um vídeo dizendo que não fugiria. A PF ainda não sabia qual rota ele havia usado para deixar o Brasil. Segundo a Direção Nacional de Migrações, a entrada na Argentina ocorreu por terra; depois, o plano de voo indicava a parada em Guayaquil antes do destino final nos Estados Unidos.
A saída ocorreu após o resultado da eleição presidencial de domingo, na qual Flávio foi derrotado. O governo dos Estados Unidos já havia sinalizado que concederia vistos ao senador e à família. Questionado sobre a entrada deles, o presidente Donald Trump disse que permitiria a viagem por considerá-los “pessoas decentes” e classificou a eleição como “terrível”.