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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Advogado de Flávio Bolsonaro diz que não sabia de viagem aos EUA

Tracy Reinaldet afirmou que a defesa havia combinado entregar os passaportes à Polícia Federal e que não conseguiu falar com o senador.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Passaporte sobre uma pasta diante de um jato particular em um aeroporto. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Passaporte sobre uma pasta diante de um jato particular em um aeroporto.
Resumo em 30 segundos

O advogado Tracy Reinaldet afirmou que não sabia que Flávio Bolsonaro havia deixado o Brasil e que a entrega dos passaportes à Polícia Federal foi combinada em reunião. O senador entrou na Argentina e seguiu em um jato rumo aos Estados Unidos. Ele é investigado em inquérito sobre suas relações com Willer Tomaz.

O advogado Tracy Reinaldet, que integra a defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quarta-feira, 28, que não sabia que o parlamentar havia deixado o Brasil e que, em reunião realizada na segunda-feira, 26, ficou acertada a entrega dos passaportes dele à Polícia Federal (PF). Flávio viajou para os Estados Unidos após a derrota na eleição presidencial, segundo as informações divulgadas sobre o caso.

“Em momento algum dessa reunião foi sequer cogitada a possibilidade de o senador Flávio deixar o País. A reunião terminou combinando de, na terça-feira, ontem, pegar o passaporte dele e entregá-lo à Polícia Federal. Todos da reunião foram surpreendidos com a notícia de que ele teria deixado o País”, disse Reinaldet.

O advogado afirmou que tentou falar com Flávio desde terça-feira, mas não conseguiu contato. “Preciso conversar com ele, tentar entender o que o fez sair do País. Confesso que estou tão perdido nesta história como a imprensa. Ontem, tentei contato com o senador Flávio e não consegui conversar com ele”, declarou.

De acordo com informações do governo argentino, Flávio entrou na Argentina às 22h50 de terça-feira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú. Ele usou passaporte italiano e, de lá, embarcou em um jato rumo a Guayaquil, no Equador. A aeronave partiu às 6h22, no horário de Brasília, para o aeroporto Opa Locka, na região de Miami, nos Estados Unidos.

O senador é investigado em um inquérito que apura suas relações com o empresário Willer Tomaz. Reinaldet classificou a investigação como “heterodoxa” e defendeu que ela fique sob a relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em vez de Alexandre de Moraes. O advogado argumentou que informações usadas no caso teriam sido obtidas a partir de uma quebra de sigilo relacionada à investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que está sob relatoria de Mendonça.

“De onde as informações chegaram à PF? Pelo que se sabe, essas informações foram obtidas da quebra de sigilo temático da nuvem do iCloud do Willer”, afirmou. Reinaldet também disse haver comprovação de que não ocorreram transferências de empresas de Tomaz para Flávio.

A viagem ao exterior não implica, por si só, a perda do mandato de senador. O mandato de Flávio termina em 31 de janeiro de 2027. Pelas regras constitucionais, uma das situações que pode levar à perda do cargo é a ausência a um terço das sessões ordinárias do Senado sem licença ou missão autorizada. A licença por interesse particular pode durar até 120 dias; afastamentos para tratamento de saúde ou para ocupar determinados cargos não têm esse limite.

Fontes: Estadão, O Globo, Folha de S.Paulo

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