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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro chega a Miami após deixar o Brasil por terra

A família entrou na Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves na terça-feira; o senador usou passaporte italiano após ordem de Moraes para entregar documentos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Jato executivo parado na pista de um aeroporto da região de Miami. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Jato executivo parado na pista de um aeroporto da região de Miami.
Resumo em 30 segundos

Flávio Bolsonaro chegou a Miami nesta quarta-feira com a família, após cruzar por terra a fronteira entre Brasil e Argentina e embarcar em Puerto Iguazú. A viagem ocorreu depois de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes para a entrega de passaportes. A Polícia Federal investiga o trajeto feito pelo senador no Brasil.

O avião usado por Flávio Bolsonaro para viajar a Miami pousou no Rio de Janeiro cinco dias antes do segundo turno das eleições, realizado no domingo. A aeronave fez um bate-volta entre Buenos Aires e o Aeroporto Internacional do Galeão, onde chegou às 13h09 e decolou pouco mais de três horas depois, rumo à capital argentina.

O jato permaneceu em Buenos Aires até sexta-feira e, nesse período, voou a Córdoba, retornando no dia seguinte. Durante o domingo da votação, ficou na capital argentina. Na noite de terça-feira, Flávio e a família entraram na Argentina por terra e embarcaram em um voo privado para Guayaquil, no Equador, antes de seguir aos Estados Unidos.

A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que Flávio, a esposa e as duas filhas cruzaram a Ponte Internacional Tancredo Neves às 22h50 de terça-feira. A família embarcou no aeroporto de Puerto Iguazú às 23h30, segundo as autoridades argentinas. O avião pousou em Opa-Locka, na região de Miami, às 10h23 desta quarta-feira, no horário de Brasília.

Flávio usou passaporte italiano, enquanto a mulher e as filhas viajaram com documentos brasileiros. A saída ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que o senador entregasse qualquer passaporte estrangeiro e que a Polícia Federal cancelasse os documentos brasileiros. O prazo para a entrega terminou na terça-feira, sem que o passaporte fosse apresentado.

A Polícia Federal investiga o trajeto percorrido pelo senador no Brasil, de Brasília até a fronteira com a Argentina. O levantamento inclui uma parada em uma fazenda em Foz do Iguaçu, no Paraná, e a apuração de possível apoio financeiro e logístico à viagem. A família cruzou uma fronteira terrestre, onde brasileiros não precisam passar por um posto de controle da PF para deixar o país.

Na noite de terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que autorizaria a entrada de Flávio, mas afirmou não saber onde ele estava. Uma autoridade do Departamento de Estado confirmou que o governo americano concederia vistos ao senador e aos familiares. O aliado da família Bolsonaro Paulo Figueiredo afirmou que Flávio dará uma entrevista coletiva em Miami na quinta-feira.

Flávio havia perdido a disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Depois da derrota, afirmou que pediria a anulação da eleição, mas, em vídeo gravado na segunda-feira, indicou que desistiria do questionamento e disse que permaneceria no Brasil para liderar a oposição. Na Argentina, a deputada Marcela Pagano apresentou denúncia ao Ministério Público Federal para que a Justiça investigue a entrada do senador e a suposta operação para levá-lo aos Estados Unidos.

Fontes: Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo

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