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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Japão inaugura agência de desastres e recomenda estoques em casa

Moradores devem guardar água e alimentos por três dias, de preferência por uma semana, e preparar a casa para terremotos e outras emergências.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Suprimentos de emergência organizados sobre uma mesa em uma casa japonesa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Suprimentos de emergência organizados sobre uma mesa em uma casa japonesa.
Resumo em 30 segundos

O Japão inaugurou uma agência nacional de gestão de desastres e recomendou que a população mantenha água e alimentos em casa por pelo menos três dias, idealmente uma semana. O órgão também orientou a fixação de móveis e a preparação de suprimentos. A medida ocorre em meio a recomendações semelhantes em países da Europa e nos Estados Unidos.

O Japão inaugurou nesta segunda-feira (2) uma agência nacional de gestão de desastres e recomendou que os moradores mantenham em casa alimentos e água para pelo menos três dias, de preferência para uma semana. O órgão também orientou a população a fixar móveis nas paredes, preparar suprimentos de emergência e identificar os abrigos mais próximos.

Goshi Hosono, primeiro diretor da agência, afirmou na inauguração que o governo federal e as administrações locais têm capacidade limitada para atender toda a população em uma catástrofe de grandes proporções. A recomendação é que as pessoas tomem medidas preventivas antes de uma emergência, sem depender exclusivamente da resposta oficial.

A principal preocupação japonesa é a possibilidade de grandes terremotos, sobretudo na região da Fossa de Nankai, área submarina próxima à costa do Pacífico. Um megaterremoto ali poderia provocar tsunamis e danos generalizados. Inaugurada pelo governo da primeira-ministra Sanae Takaichi, a agência tem 352 funcionários e ficará responsável por coordenar prevenção, resposta a emergências e reconstrução.

Orientações para manter estoques de emergência também vêm sendo adotadas em outros países, diante de riscos que incluem desastres naturais, apagões, ataques cibernéticos e conflitos. Na Europa, a preparação ganhou força após a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, e com preocupações sobre sabotagens e interrupções de serviços essenciais.

Em março de 2025, a Comissão Europeia apresentou um plano para orientar os moradores a permanecerem por pelo menos 72 horas sem depender de serviços externos. O planejamento considera ameaças militares, tensões geopolíticas, ataques a sistemas digitais e eventos climáticos extremos, que podem afetar ao mesmo tempo energia, comunicações, transporte e distribuição de alimentos.

As recomendações variam de país para país. A Alemanha orienta os cidadãos a manter reservas para até dez dias; em outubro de 2025, atualizou seu manual de proteção civil com instruções para situações de guerra. A Noruega ampliou, em maio de 2024, de três para sete dias o período de autossuficiência doméstica recomendado, citando riscos de sabotagem, ataques militares, eventos climáticos extremos e falhas nas comunicações. A Suécia também recomenda que os moradores se preparem para passar ao menos uma semana durante uma crise.

No Reino Unido, a campanha “Be Ready”, lançada em 22 de outubro, incentiva as famílias a guardar alimentos não perecíveis, água potável, medicamentos e outros itens necessários diante de possíveis interrupções de serviços. A iniciativa terá duração de três anos e inclui a preparação para enchentes, tempestades, incêndios florestais e apagões, além de possíveis conflitos considerados no planejamento de segurança nacional.

Na Bélgica, o Centro Nacional de Crises divulgou em 1º de outubro um guia para a montagem de kits de emergência e a organização de planos familiares de proteção. Nos Estados Unidos, a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) recomenda há anos que a população mantenha água e alimentos não perecíveis para pelo menos três dias, como precaução contra furacões, enchentes, apagões e outros desastres.

Para entender

Fossa de Nankai
Região submarina próxima à costa do Pacífico japonês, associada ao encontro de placas tectônicas. A área é monitorada por causa do potencial de grandes terremotos, que podem provocar tsunamis e danos extensos.

Fontes: Gazeta do Povo

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