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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Irã associa vitória democrata nas eleições dos EUA à rejeição à guerra

Após as eleições de meio de mandato de 3 de novembro, Teerã afirmou que o resultado expressa oposição à guerra; a apuração ainda prosseguia.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Capitólio dos Estados Unidos ao entardecer, com bandeiras americana e iraniana em primeiro plano. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Capitólio dos Estados Unidos ao entardecer, com bandeiras americana e iraniana em primeiro plano.
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Autoridades iranianas associaram a vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos à rejeição à guerra e ao custo de vida. Com a apuração em andamento, os democratas tinham 228 cadeiras na Câmara e ao menos 54 no Senado. Donald Trump reconheceu que o conflito influenciou o resultado e disse estar disposto a cooperar com a oposição.

O Irã afirmou nesta quarta-feira (4) que os eleitores dos Estados Unidos rejeitaram a guerra ao escolher, nas eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira (3), uma maioria democrata no Congresso. O resultado representa uma derrota para o presidente Donald Trump e seu Partido Republicano, enquanto a apuração ainda estava em andamento.

Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano nas conversas com Washington, associou o resultado à oposição à guerra e ao custo de vida. Em publicação no X, disse que os americanos votaram “não à guerra” e afirmou que Teerã endossa essa mensagem. Também advertiu que, se o governo dos EUA contrariar a vontade dos eleitores, enfrentará consequências.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que a mudança de partido no poder não alterará a hostilidade dos Estados Unidos contra Teerã. Ele afirmou que o Irã responderá em escala maior a qualquer nova agressão americana e citou a destruição de bases dos EUA na região e o controle do estreito de Hormuz como parte da campanha iraniana contra a hegemonia americana.

A guerra começou em fevereiro e permanece há meses em um impasse, com ataques esporádicos e receio de uma retomada de operações em larga escala. O conflito elevou os preços dos combustíveis e se somou à insatisfação com o custo de vida e as tarifas alfandegárias, fatores associados à queda da aprovação de Trump.

O próprio presidente reconheceu que o Irã teve influência na votação. Em entrevista à Fox na noite de terça-feira, afirmou que o conflito contribuiu para a vitória democrata, mas acrescentou que os eleitores também compreenderam a importância de suas decisões sobre o país.

Na Câmara, os democratas haviam conquistado 228 das 435 cadeiras, contra 139 dos republicanos, enquanto a contagem prosseguia. No Senado, a oposição garantiu ao menos 54 das 100 vagas. Com a mudança de equilíbrio no Congresso, os democratas terão maior capacidade de influenciar a agenda legislativa durante o restante do governo Trump.

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos ocorrem no meio do ciclo presidencial e renovam todas as cadeiras da Câmara e parte do Senado. O pleito também pode incluir disputas estaduais e locais. Ao contrário da eleição presidencial, não escolhe o presidente; seu resultado define a composição do Congresso e pode facilitar ou dificultar a aprovação das propostas do governo.

Trump declarou na noite de terça-feira que estava disposto a aceitar o resultado e trabalhar com os democratas. Disse que espera cooperar com a oposição e que as partes provavelmente chegarão a um entendimento.

Fontes: Folha de S.Paulo

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