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Sábado, 31 de outubro de 2026

Incêndio em Alter do Chão mobiliza bombeiros e brigadistas no Pará

O Corpo de Bombeiros informou que as chamas foram extintas no sábado, mas focos remanescentes chegaram a ser monitorados; a causa será investigada.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Bombeiros combatem incêndio em área de mata próxima a Alter do Chão, no Pará. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Bombeiros combatem incêndio em área de mata próxima a Alter do Chão, no Pará.
Resumo em 30 segundos

O incêndio atingiu a APA Alter do Chão, em Santarém, na madrugada de sábado. Bombeiros e brigadistas controlaram duas grandes frentes, e o Corpo de Bombeiros informou à tarde que as chamas haviam sido extintas. A polícia deve investigar as causas, após a possibilidade de ação criminosa ser mencionada pelo comandante dos bombeiros.

Um incêndio de grandes proporções atingiu a Área de Proteção Ambiental (APA) Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará, na madrugada deste sábado (31). As duas principais frentes de fogo foram controladas por equipes do Corpo de Bombeiros, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Brigada de Alter do Chão, mas ainda havia focos remanescentes sob monitoramento.

O comandante regional do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, coronel Celso Piquet, afirmou que pequenos focos poderiam se espalhar com o vento e reacender as chamas. Cinco bombeiros permaneceram na área durante a madrugada para o rescaldo, etapa em que se procuram e apagam brasas e focos que possam reiniciar o incêndio. Oito brigadistas voluntários atuaram até aproximadamente 2h56 e depois retornaram à vila.

A brigada informou que as equipes conseguiram controlar duas extensas linhas de fogo; a maior tinha cerca de 1,4 quilômetro. As informações sobre o encerramento do incêndio divergiram: a Brigada de Alter do Chão e o comandante dos bombeiros relataram a existência de focos que ainda exigiam atenção, enquanto o Corpo de Bombeiros informou, na tarde de sábado, que as chamas tinham sido extintas após o envio de quatro militares e oito brigadistas especializados.

Piquet disse que o fogo atingiu uma área de mata verde, sem casas e isolada pela água, onde não era esperado que houvesse incêndio. Ele afirmou que existe a possibilidade de ação criminosa, mas ressaltou que a investigação deverá apurar as causas e identificar eventuais responsáveis. O prefeito de Santarém, Zé Maria Tapajós (MDB), informou que acionou as polícias Civil e Militar para iniciar as investigações.

A Prefeitura de Santarém declarou que adotava medidas para apoiar as equipes em campo e reduzir os danos ambientais e à saúde pública. A APA é uma área protegida, destinada a conciliar a conservação ambiental com a presença e as atividades humanas, sob regras específicas de uso e ocupação.

O incêndio ocorreu em meio a queimadas que afetam o município. Na quarta-feira (28), Tapajós anunciou a decretação de situação de emergência em Santarém por causa das queimadas florestais e dos efeitos da fumaça na qualidade do ar. O prefeito atribuiu a piora do risco à estiagem prolongada e pediu que a população evite queimadas e denuncie focos de incêndio.

Segundo o prefeito, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) enviou seis aeronaves, dois helicópteros e 70 brigadistas para atuar no combate a incêndios. Aeronaves do modelo Air Tractor sobrevoaram a região neste sábado e lançaram água sobre focos, segundo a brigada local.

Fontes: O Globo, Folha de S.Paulo

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