Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Imprensa internacional vê vitória de Lula como freio à direita

Análises de jornais dos EUA e da Europa apontam que o resultado também representa um revés para Donald Trump e pode inspirar adversários da extrema direita.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitor deixa local de votação ao lado de uma urna e de uma bandeira do Brasil. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitor deixa local de votação ao lado de uma urna e de uma bandeira do Brasil.
Resumo em 30 segundos

Veículos dos Estados Unidos e da Europa interpretaram a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro como uma barreira ao avanço da direita e um revés para Donald Trump. As análises destacaram a mobilização de apoiadores do presidente e relacionaram o resultado a disputas políticas em outros países. Trump questionou a eleição, mas disse gostar de Lula.

A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi interpretada por veículos de imprensa dos Estados Unidos e da Europa como um obstáculo à expansão da direita e um revés para o presidente americano, Donald Trump. As análises publicadas no dia seguinte à eleição também apontaram o resultado brasileiro como possível referência para adversários de movimentos de extrema direita em outros países.

O The New York Times descreveu a eleição como uma rejeição ao avanço da direita e afirmou que ela reanimou a esquerda latino-americana. O jornal também relacionou o resultado à resistência de Lula à pressão do governo Trump, que impôs tarifas sobre produtos brasileiros e sanções durante o período eleitoral.

A análise citou a atuação de Flávio Bolsonaro, que havia defendido a aproximação com Washington. O senador prometeu integrar o Escudo das Américas, iniciativa de segurança regional promovida pelo governo Trump, e propôs o uso de recursos brasileiros de terras raras para reduzir a dependência dos Estados Unidos em relação à China. Terras raras são um grupo de elementos químicos usados na fabricação de equipamentos como eletrônicos, motores e tecnologias de energia.

O jornal alemão Die Zeit destacou a mobilização de apoiadores de Lula durante a campanha. Segundo a publicação, pessoas participaram de atos em mais de 70 cidades e organizaram iniciativas para convencer eleitores. A análise afirmou que a oposição ao retorno do autoritarismo aproximou setores da esquerda.

O site americano Axios conectou o resultado brasileiro à derrota do líder nacionalista sérvio Aleksandar Vucic e à de Viktor Orbán, na Hungria. Na avaliação do veículo, a vitória de Lula impediu que Trump tivesse um aliado no comando da maior economia da América Latina e interrompeu uma sequência de sete vitórias de candidatos conservadores na região. A análise mencionou eleições na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Honduras e Peru.

O Axios também voltou as atenções para Israel, onde o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu enfrentaria uma eleição na terça-feira. O site afirmou que o resultado poderia ameaçar sua permanência no poder, a depender das negociações para formar uma coalizão. Em sistemas parlamentaristas, como o israelense, partidos precisam reunir apoio suficiente no Parlamento para sustentar um governo.

O francês Le Monde dedicou seu editorial de segunda-feira à eleição brasileira e afirmou que o resultado representava uma barreira à guinada à direita na América Latina. O texto também associou a derrota de Flávio a um revés para Trump e para sua política em relação ao continente. Editorial é um texto que expressa a posição institucional de um veículo, diferentemente de uma reportagem informativa.

A leitura da imprensa internacional contrasta com a declaração feita por Trump nesta segunda-feira. O presidente dos Estados Unidos disse que a eleição “pareceu mais uma eleição fraudada”, embora tenha afirmado gostar de Lula. Durante a campanha, Trump havia evitado declarar apoio a Flávio; no domingo, limitou-se a dizer que acompanhava a votação.

Líderes de diferentes países, incluindo aliados de Trump na América Latina, parabenizaram Lula pela vitória. Entre eles estavam o chileno José Antonio Kast, a peruana Keiko Fujimori e o colombiano Abelardo de la Espriella. Também enviaram felicitações representantes da União Europeia, da França, da Espanha, do Canadá, da Índia, da Ucrânia, da Rússia e da China.

Fontes: Folha de S.Paulo, O Globo, Gazeta do Povo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também