Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Ian Bremmer explica silêncio de Trump sobre eleição no Brasil

O consultor afirma que Trump preferia a vitória de Flávio Bolsonaro e tende a evitar comentários quando não pode mudar o resultado das urnas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Ian Bremmer em um ambiente profissional, em pose neutra. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Ian Bremmer em um ambiente profissional, em pose neutra.
Resumo em 30 segundos

Ian Bremmer disse não se surpreender com a falta de manifestação de Donald Trump sobre a vitória de Lula. Segundo o consultor, Trump preferia Flávio Bolsonaro, mas costuma evitar comentários quando não pode alterar o desfecho. Bremmer também relacionou o silêncio do presidente americano à atenção voltada às eleições de meio de mandato nos EUA.

O consultor político Ian Bremmer, presidente do Eurasia Group, disse não se surpreender com a falta de manifestação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais brasileiras. Em avaliação sobre o resultado, Bremmer afirmou que Trump preferia a vitória de Flávio Bolsonaro (PL), mas tende a evitar comentários quando não vê possibilidade de mudar o desfecho.

“Trump gosta de vencedores e, se souber que não há formas de alterar isso (o resultado das eleições), não é claro que vá dizer muito a respeito”, afirmou Bremmer. Ele comparou a situação à eleição na Hungria e disse que Trump também queria a vitória de Viktor Orbán, mas não se pronunciou depois do resultado.

O consultor acrescentou que Trump está voltado a desafios internos nos Estados Unidos. Na avaliação de Bremmer, o presidente e seu partido devem sofrer uma derrota nas eleições de meio de mandato, que renovam cargos legislativos, mas não escolhem o presidente. Um Congresso controlado pela oposição pode dificultar a agenda do governo e ampliar a incerteza política para a Casa Branca.

Bremmer atribuiu a vitória de Lula a uma mobilização digital ampla, especialmente pelo WhatsApp, que, segundo ele, alcançou 10 milhões de pessoas. Também destacou o deslocamento de eleitores até os locais de votação, inclusive por barco, carro e avião, em viagens que podiam durar horas. Para o consultor, esse esforço teve impacto no resultado.

Ele também comentou a extensão do horário de votação em duas horas. Bremmer disse que a decisão alimentou entre apoiadores de Bolsonaro a percepção de que houve fraude, mas avaliou que os votos potencialmente afetados não chegam perto da diferença de 3% que separou os candidatos. Na visão dele, a controvérsia pode influenciar a opinião pública, mas não altera o resultado.

A extensão do horário foi determinada para permitir que seções eleitorais ainda abertas às 17h concluíssem a votação. O segundo turno terminou com Lula eleito, segundo os números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): ele recebeu 64,2 milhões de votos, ou 51,79%, contra 59,8 milhões, equivalentes a 48,21%, de Flávio Bolsonaro.

A eleição de meio de mandato nos Estados Unidos ocorre no meio do ciclo presidencial e define vagas no Congresso, entre outros cargos. A disputa importa para o presidente porque a composição das casas legislativas influencia a aprovação de leis e a capacidade de implementar políticas. Os comentários de Bremmer relacionam a ausência de Trump sobre o resultado brasileiro à atenção do presidente às disputas domésticas.

Para entender

Eleições de meio de mandato
Nos Estados Unidos, são eleições realizadas no meio do ciclo presidencial. Elas definem vagas no Congresso e em outros cargos, mas não escolhem o presidente. A composição do Legislativo influencia a aprovação de leis e a capacidade do governo de implementar políticas.

Fontes: Estadão, Gazeta do Povo, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também