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Domingo, 4 de outubro de 2026

Houthis dizem atacar instalações da Aramco em Riade e Khurais

O governo do Iêmen também anunciou uma operação militar para retomar áreas controladas pelo grupo, após o cerco a Taiz e o corte da estrada para Áden.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Instalações petrolíferas com tubulações e estruturas industriais sob um céu enevoado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Instalações petrolíferas com tubulações e estruturas industriais sob um céu enevoado.
Resumo em 30 segundos

Os houthis afirmaram ter atingido instalações da Saudi Aramco em Riade e na região petrolífera de Khurais com um míssil balístico e drones. A Arábia Saudita não confirmou imediatamente os danos. No mesmo dia, o governo iemenita anunciou uma operação para recuperar territórios controlados pelo grupo, após a interrupção da principal rota entre Taiz e Áden.

Os houthis afirmaram neste domingo (4) ter atacado com um míssil balístico e drones instalações da Saudi Aramco em Riade, capital da Arábia Saudita, e na região petrolífera de Khurais, no leste do país. No mesmo dia, o governo reconhecido internacionalmente do Iêmen anunciou uma operação militar para retomar territórios controlados pelo grupo, após avanços recentes dos rebeldes.

Yahya Saree, porta-voz militar dos houthis, disse que os ataques atingiram seus objetivos e provocaram grandes incêndios nas instalações. A Arábia Saudita não havia confirmado imediatamente as informações sobre os danos. Os houthis afirmaram que a ação foi uma resposta a 50 ataques aéreos e com mísseis da coalizão liderada pelos sauditas no Iêmen nas 12 horas anteriores.

Khurais é uma região produtora de petróleo no leste saudita e abriga instalações da Aramco, a estatal petrolífera do país. Riade fica no centro da Arábia Saudita. O relato dos houthis não detalhou quais unidades foram atingidas nem apresentou informações independentes sobre os danos.

O anúncio da ofensiva iemenita foi feito pelo chefe do Conselho Presidencial, Rashad al Alimi. Ele afirmou que a operação busca recuperar os territórios ainda controlados pelos houthis e estender a autoridade do Estado a todo o país.

A decisão veio após o cerco a Taiz e o corte da estrada que liga a cidade a Áden, sede do governo reconhecido internacionalmente. Quatro fontes de segurança relataram que os houthis interromperam a principal rota de abastecimento. Taiz continua sob controle das forças governamentais e é uma das principais frentes do conflito.

A cidade fica entre Sana, capital controlada pelos houthis, e Áden, no litoral. Há muito tempo, Taiz está cercada pelo grupo ao norte, a leste e a oeste, e a interrupção da ligação com Áden pode dificultar o abastecimento e o deslocamento de pessoas.

O Iêmen vive uma guerra civil desde 2014. Os houthis controlam grandes áreas do país, inclusive Sana. Depois de uma trégua que reduziu os combates, os confrontos entre o grupo e as tropas do governo, apoiadas pela Arábia Saudita, foram retomados em julho. Em setembro, os rebeldes avançaram em direção a uma área estratégica da costa do estreito de Bab el-Mandeb, que estava sob controle governamental.

A Arábia Saudita intervém no conflito desde 2015 e apoia as forças do governo iemenita. O anúncio de Al Alimi não detalhou a extensão da operação nem informou se haverá apoio internacional.

Para entender

Houthis
Grupo político e militar do Iêmen que controla Sana e outras áreas do país. Desde 2014, está em guerra com o governo iemenita reconhecido internacionalmente.
Saudi Aramco
Empresa estatal de petróleo da Arábia Saudita, uma das maiores produtoras de energia do mundo. Suas instalações incluem campos e unidades de produção e processamento de petróleo.

Fontes: O Globo, Zero Hora, Folha de S.Paulo

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