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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Grupo Vision Tempest avalia aquisições após concluir fusão

O Cade aprovou a operação sem restrições; o grupo diz negociar uma aquisição na América Latina, com possível conclusão no primeiro semestre de 2027.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Centro de operações de cibersegurança com profissionais diante de telas, representando a união de empresas do setor. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Centro de operações de cibersegurança com profissionais diante de telas, representando a união de empresas do setor.
Resumo em 30 segundos

Criado pela fusão da Vision Cybersecurity com a Tempest Security Intelligence, o Grupo Vision Tempest tem receita anual de R$ 700 milhões e avalia novas aquisições. A negociação mais avançada está na América Latina. A SPX Capital é a acionista controladora, com participação superior a 50%, e a Embraer é outra acionista relevante.

A Vision Cybersecurity e a Tempest Security Intelligence concluíram a fusão depois de receber aprovação sem restrições do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), na sexta-feira (30). A união criou o Grupo Vision Tempest, empresa independente com receita anual de R$ 700 milhões, que já avalia novas aquisições e negocia uma possível compra na América Latina para o primeiro semestre do ano que vem.

O CEO do grupo, Andre Fleury, afirmou que a negociação mais avançada fora do Brasil está ligada à estratégia de internacionalização. A empresa também mantém conversas menos avançadas no país, mas, nesse caso, busca negócios que ampliem a complementaridade entre áreas de segurança. No exterior, o foco é adquirir empresas semelhantes para ampliar a presença territorial.

“Temos conversas menos avançadas no Brasil, mas em complementariedade de conhecimento dentro desse grupo de áreas de segurança. Mas há conversas mais avançadas fora do país, com a ideia de expansão de território. Aqui não é uma questão de tecnologia, mas sim de empresas similares à nossa, mas com foco em expansão de território. O nosso objetivo é ser uma multinacional de cibersegurança”, disse Fleury.

A fusão havia sido anunciada em setembro. A Vision passou por um processo de cisão da ISH Tecnologia, empresa capixaba da qual fazia parte, e recebeu um aporte de até R$ 400 milhões da SPX Capital no início do ano. Com a formação do grupo, a SPX tornou-se acionista controladora, com participação superior a 50%, embora a empresa não tenha informado o percentual. A Embraer é a segunda acionista relevante.

A SPX já aportou R$ 200 milhões, segundo Fleury. O grupo também conversa com interessados em ocupar o lugar de um terceiro grande acionista. Entre os demais investidores estão pessoas físicas, incluindo o CEO e fundadores da ISH.

O executivo disse que a combinação dá ao grupo maior capacidade para participar da consolidação de um setor pulverizado. Além de comprar empresas, a companhia pretende reunir contratos de clientes que hoje contratam diversos fornecedores. “Nós não vamos ser o único parceiro, mas queremos ser o principal”, afirmou.

Segundo dados da consultoria Imarc, o mercado brasileiro de cibersegurança movimenta cerca de US$ 1,9 bilhão por ano, embora o cálculo varie conforme os serviços incluídos nessa categoria. Fleury disse que Vision e Tempest, apesar de estarem entre as maiores empresas do país, representam menos de 10% desse mercado. Entre os clientes do grupo estão companhias dos setores financeiro, de energia, de óleo e gás e de comércio eletrônico.

Fleury também afirmou que a dependência brasileira de tecnologias estrangeiras abre espaço para soluções adaptadas às características locais. A demanda por proteção digital, acrescentou, cresce diante das ameaças a infraestruturas críticas, como empresas de petróleo, energia e saneamento. Segundo ele, a cibersegurança passou a ser uma pauta estratégica para muitas empresas.

Fontes: Valor Econômico

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