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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Grupo Ri Happy negocia dívida de R$ 827 milhões em recuperação extrajudicial

A Justiça suspendeu por 180 dias as cobranças judiciais de credores incluídos no plano; seis empresas têm 90 dias para comprovar apoio suficiente.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Corredores de uma loja de brinquedos com prateleiras coloridas e alguns clientes ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Corredores de uma loja de brinquedos com prateleiras coloridas e alguns clientes ao fundo.
Resumo em 30 segundos

A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação extrajudicial de seis empresas do grupo Ri Happy, que somam mais de R$ 827 milhões em dívidas. As cobranças judiciais de credores abrangidos pelo plano ficam suspensas por 180 dias. Cada empresa deverá comprovar separadamente o apoio de credores que representem mais da metade de suas dívidas.

A Justiça de São Paulo aceitou na sexta-feira (23) o pedido de recuperação extrajudicial do grupo Ri Happy e suspendeu por 180 dias as cobranças judiciais de credores incluídos na reestruturação. O processo reúne seis empresas, com dívidas que somam mais de R$ 827 milhões, e prevê negociações para reorganizar os pagamentos sem interromper as atividades do grupo.

Além da Ri Happy, participam do pedido a PB Kids, a Part Out Franquias, a New Toys, a Divertudo, que opera buffets de festas, e a Brincar Marcas e Participações. Cerca de R$ 308,8 milhões do passivo — equivalente a 42,4% do total — correspondem a credores que já aderiram ao plano.

As empresas têm 90 dias para comprovar que obtiveram apoio de credores responsáveis por mais da metade das dívidas de cada companhia. O percentual será calculado separadamente: a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira autorizou que as seis empresas tramitem juntas, mas não que sejam consideradas uma única devedora. Depois da comprovação, será publicado um edital, e os credores terão 30 dias para contestar o plano.

A magistrada também determinou a nomeação de um administrador judicial, a pedido do Ministério Público. O profissional deverá assumir o compromisso em 48 horas e apresentar um plano de trabalho em 15 dias. Embora esse tipo de recuperação normalmente dispense acompanhamento permanente, a juíza considerou que a fiscalização é necessária pela quantidade de empresas, credores e contratos envolvidos.

Na decisão, a juíza apontou que será preciso verificar dezenas de contratos e adesões, inclusive se os representantes que os assinaram tinham autorização para negociar em nome dos credores. Como as empresas atuam em áreas distintas, como varejo de brinquedos, franquias, importação e recreação, cada uma precisará demonstrar individualmente que atingiu o quórum exigido.

Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com os credores e pede à Justiça que homologue o acordo. A suspensão das cobranças dá prazo para que a reestruturação avance, mas não significa que as dívidas foram perdoadas. O mecanismo difere da recuperação judicial, que tem supervisão mais ampla da Justiça; na falência, os ativos são liquidados para pagar os credores conforme a ordem prevista em lei.

O grupo atribui as dificuldades aos efeitos da pandemia de Covid-19, à desaceleração do consumo, aos juros elevados e à concorrência de produtos importados de baixo valor. A Ri Happy foi vendida em 31 de agosto à BluSun Capital Partners, que adquiriu 100% do negócio. O pedido de recuperação extrajudicial ocorreu 48 dias depois da mudança de controle.

Fontes: Gazeta do Povo

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