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Domingo, 18 de outubro de 2026

Governo do RS pede prazo maior para executar recursos do Funrigs

A solicitação leva o limite de outubro de 2027 a dezembro de 2028 e busca viabilizar projetos de reconstrução e prevenção climática.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Radar meteorológico em instalação no Rio Grande do Sul, com técnicos trabalhando sob céu nublado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Radar meteorológico em instalação no Rio Grande do Sul, com técnicos trabalhando sob céu nublado.
Resumo em 30 segundos

O governo do Rio Grande do Sul pediu à União que estenda até dezembro de 2028 o prazo para executar financeiramente recursos do Funrigs. Cerca de R$ 1,28 bilhão em projetos depende, em alguma medida, da prorrogação, incluindo radares meteorológicos, moradias definitivas e obras municipais. A decisão cabe ao governo federal.

O governo do Rio Grande do Sul pediu à União que prorrogue até dezembro de 2028 o prazo para executar financeiramente os recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). O limite atual é outubro de 2027; o governador Eduardo Leite apresentou a solicitação na quinta-feira à ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, em Brasília.

O pedido busca garantir tempo para concluir projetos de reconstrução e prevenção de danos provocados por eventos climáticos extremos. Segundo o governo gaúcho, cerca de R$ 1,28 bilhão em iniciativas ainda depende, em alguma medida, da ampliação do prazo. Entre elas estão a instalação de radares meteorológicos, a construção de moradias definitivas e obras de infraestrutura em municípios.

O Funrigs é abastecido com valores que o Estado deixa de pagar à União em parcelas da dívida. O plano prevê R$ 15,3 bilhões em investimentos. Há 139 projetos em execução e 15 concluídos; nessas duas etapas, os desembolsos somam R$ 11 bilhões. Outros 79 projetos ainda não começaram.

A compra de novos radares meteorológicos é uma das ações que podem ser afetadas. Os R$ 150 milhões destinados aos equipamentos já estão empenhados, mas o pagamento depende da instalação e da calibragem dos radares e dos sistemas, etapas que exigem tempo. Os aparelhos devem ajudar a emitir alertas sobre condições climáticas adversas.

Também estão em risco projetos de habitação definitiva, incluindo casas em loteamentos de diferentes municípios, com custo previsto de R$ 423 milhões. O prazo maior é necessário ainda para repasses do Estado a prefeituras, no modelo chamado “fundo a fundo”. São R$ 257 milhões para obras como casas de bombas em Canoas, o dique do Laranjal, em Pelotas, e intervenções de macrodrenagem em Alvorada.

Outro conjunto de projetos prevê R$ 27 milhões para ginásios multiúso, que poderão servir tanto à prática esportiva quanto como abrigos. Já o sistema anticheias de Eldorado do Sul, orçado em R$ 300 milhões do Funrigs e previsto para ser concluído após 2030, não depende da prorrogação. Conforme o governo estadual, os recursos serão transferidos antes ao Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece), o que conta tecnicamente como execução financeira.

A solicitação foi apresentada antes da troca de governo estadual. O governador eleito, Luciano Zucco (PL), deve assumir após Leite deixar o cargo. A extensão depende de decisão federal; se aprovada, dará mais prazo para a execução financeira dos projetos, sem alterar os valores já previstos para cada iniciativa.

Para entender

Funrigs
O Fundo do Plano Rio Grande reúne recursos destinados a ações de reconstrução e adaptação do estado a eventos climáticos extremos. É abastecido, entre outras formas, por valores que o Rio Grande do Sul deixa de pagar à União em parcelas da dívida.

Fontes: Zero Hora

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