Radar meteorológico de Alegrete começa a ser instalado no RS
Com alcance mínimo de 400 quilômetros, o equipamento deve ser montado até 10 de dezembro e, após a calibragem, monitorará chuva em várias regiões.
Resumo em 30 segundos
As obras para instalar o radar meteorológico de Alegrete começaram em uma área da prefeitura. Fabricado em Praga, o equipamento deve ser montado até 10 de dezembro e passará por calibragem antes de entrar em operação. O radar integra um conjunto de três adquiridos pelo governo do Rio Grande do Sul.
As obras para instalar um novo radar meteorológico em Alegrete, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, já começaram. O equipamento, que pertence ao governo estadual e está sendo fabricado em Praga, na República Tcheca, deve ser montado até 10 de dezembro, em uma área da prefeitura ao lado do Arquivo Histórico Municipal.
Depois da instalação, o radar passará por um período de calibragem antes de começar a operar. O chefe da Casa Militar, coronel Luciano Boeira, afirmou que o cronograma está em dia, apesar de as chuvas na Fronteira Oeste estarem dificultando o andamento das obras.
O equipamento terá alcance mínimo de 400 quilômetros. Além da Fronteira Oeste, poderá monitorar a Campanha, o Noroeste e a região Central do Estado, além de áreas do Uruguai e da Argentina. Radares meteorológicos detectam a precipitação e acompanham a movimentação de sistemas de chuva, permitindo observar fenômenos em áreas extensas.
O radar de Alegrete faz parte de um conjunto de três equipamentos adquiridos pelo governo gaúcho. O primeiro foi instalado em Porto Alegre e funciona desde setembro de 2024; a estrutura havia sido planejada inicialmente para Montenegro, mas o morro escolhido não tinha estabilidade suficiente.
Outro radar será instalado em Soledade, no norte do Estado, com previsão de montagem até o fim de janeiro. O terceiro será destinado a Pelotas e deve entrar em funcionamento na metade do ano que vem.
Além da instalação, a empresa Climatempo ficará responsável por acompanhar as condições meteorológicas em tempo real e de forma contínua durante os dois anos de contrato. Pelo menos dois meteorologistas deverão realizar esse trabalho.
A equipe também deverá emitir boletins de previsão de curto prazo, para períodos de seis a 12 horas, e de curtíssimo prazo, que abrangem até três horas. Os informes devem estimar o volume de chuva e apresentar condições de temperatura, vento e mar no Estado. Com os radares e esse monitoramento, o serviço poderá acompanhar as condições do tempo e produzir previsões para diferentes regiões do Rio Grande do Sul.