Furb reforça segurança após ameaça a estudante por evento sobre ditadura
A universidade mudou o local da mesa-redonda prevista para 22 de outubro; entidades estudantis denunciaram mensagens anônimas com ameaças sexuais e ofensas.
Resumo em 30 segundos
Uma estudante da Furb recebeu mensagens anônimas com ameaças de violência sexual e ofensas relacionadas a um evento sobre a ditadura militar. Entidades estudantis denunciaram o caso e comunicaram a universidade e as autoridades. A instituição transferiu a mesa-redonda para outro local e dobrou a segurança no campus.
Uma estudante da Fundação Universidade Regional de Blumenau (Furb), em Santa Catarina, recebeu mensagens anônimas com ameaças de violência sexual e ofensas, após a divulgação de um evento sobre a ditadura militar previsto para a instituição. O caso foi denunciado por entidades estudantis na quinta-feira, 22, e levou a universidade a mudar o local do encontro e reforçar a segurança no campus.
As mensagens foram divulgadas pelo Centro Acadêmico de Biologia (CAB), do qual a estudante faz parte. Em uma delas, o autor pergunta se ela iria a uma palestra sobre ditadura no auditório J e ameaça atacá-la. Outras mensagens contêm insultos e referências ao namorado da aluna, além de uma nova ameaça. O CAB afirmou que a integrante também foi alvo de injúria racial e difamação.
O Diretório Central dos Estudantes da Furb (DCE) declarou solidariedade à estudante e informou que formalizou uma denúncia na ouvidoria da universidade e junto às autoridades competentes. Segundo o diretório, a reitoria comunicou que o efetivo de segurança do campus foi dobrado para proteger estudantes, professores, servidores e demais integrantes da comunidade acadêmica.
A Furb publicou uma manifestação de repúdio a ameaças, violência e discriminação. A instituição informou que transferiu o evento para outro local por razões de segurança. A programação divulgada pelo Centro Acadêmico de Psicologia previa uma mesa-redonda com professores de diferentes áreas, sob o título “Ditadura Nunca Mais – resistência estudantil e diálogos de futuro”.
O encontro estava previsto para o dia 22. A descrição da atividade dizia que estudantes se organizaram para discutir a história diante dos acontecimentos recentes. A ameaça mencionava a participação da aluna em uma palestra sobre a ditadura, mas as entidades estudantis não informaram quem enviou as mensagens nem se há suspeitos identificados.
A Polícia Civil de Santa Catarina não havia se pronunciado sobre o caso até a publicação das informações. A ameaça de estupro e as ofensas podem ser comunicadas às autoridades para investigação; a identificação do autor e a apuração das circunstâncias dependem dos procedimentos policiais.