Pular para o conteúdo
Terça-feira, 3 de novembro de 2026

FMI alerta que dívida pública global se aproxima de 100% do PIB

O alerta de Kristalina Georgieva trata do endividamento mundial, não da dívida do Brasil, e inclui riscos de juros altos e investimentos em inteligência artificial.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Globo sobre documentos financeiros, ao lado de uma rede digital que representa inteligência artificial. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Globo sobre documentos financeiros, ao lado de uma rede digital que representa inteligência artificial.
Resumo em 30 segundos

Kristalina Georgieva afirmou que a dívida pública global se aproxima de 100% do PIB e que juros mais altos encarecem seu pagamento. A diretora do FMI também alertou para riscos financeiros ligados a investimentos em inteligência artificial, parte deles financiada por dívida, e disse que a tecnologia deve afetar empregos nos próximos anos.

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que a dívida pública global se aproxima de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) e alertou para os riscos aos governos, empresas e famílias. Ela fez a declaração durante um painel com a presidente-executiva do Santander, Ana Botín, na Conferência Internacional de Bancos do Santander, na Espanha, e também apontou possíveis ameaças à estabilidade financeira ligadas aos investimentos em inteligência artificial (IA).

Georgieva disse que o custo de pagar a dívida cresce com a inflação e a alta das taxas de juros. “Agora estamos nos aproximando de 100% da dívida em relação ao PIB. Isso é ruim. O que é pior é que o custo do serviço da dívida, com a inflação empurrando as taxas para cima, está se tornando sufocante para os governos e, claro, é ruim para os negócios, ruim para as famílias”, afirmou.

A referência a 100% do PIB é global: não significa que a dívida do Brasil tenha chegado a esse patamar. O indicador compara o total devido pelos governos com o valor dos bens e serviços produzidos em um período. Quando a dívida aumenta em relação à economia, o pagamento de juros pode consumir uma parcela maior dos recursos públicos e limitar gastos em outras áreas.

Segundo a dirigente, governos ampliaram empréstimos para enfrentar choques como a pandemia e a guerra na Ucrânia, mas não recompuseram suas reservas fiscais depois. Ela comparou a trajetória a uma escada que sobe continuamente e disse que o crescimento econômico, por si só, não será suficiente para reduzir o endividamento. Defendeu combinar expansão da atividade com ajustes fiscais e afirmou que agir mais cedo é melhor.

A pressão dos juros, somada aos preços de energia e alimentos, pode dificultar ainda mais a administração das contas públicas, segundo Georgieva. Ela afirmou que a trajetória dos preços de energia não oferece uma solução simples e que isso pode manter elevados os rendimentos dos títulos, encarecendo o financiamento dos governos.

Sobre a IA, a diretora do FMI disse que o volume de investimentos no setor pode concentrar riscos na economia mundial. Parte dos projetos, segundo ela, é financiada com dívida, inclusive de longo prazo, e há operações circulares em que empresas investem umas nas outras. Georgieva alertou que problemas em uma dessas relações podem se propagar pelo sistema financeiro.

A dirigente afirmou que a tecnologia deve afetar 40% dos empregos no mundo e até 60% nas economias avançadas, em um prazo relativamente curto. Isso não significa necessariamente uma redução líquida de vagas: algumas funções podem melhorar e ser mais bem remuneradas, enquanto outras serão eliminadas ou redefinidas. O FMI trabalha com uma janela de três a cinco anos para essas mudanças.

Georgieva também defendeu salvaguardas internacionais para a IA. Ela disse que ainda não há consenso global sobre a regulação da tecnologia, diante das diferenças entre as abordagens dos Estados Unidos, da China e da Europa.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também