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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro contesta resultado e pede anulação da eleição

O senador afirma que a prorrogação da votação por duas horas afetou a isonomia, mas o TSE reconheceu a reeleição de Lula, que venceu com 51,78%.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Urnas eletrônicas em uma seção eleitoral após o encerramento da votação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Urnas eletrônicas em uma seção eleitoral após o encerramento da votação.
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Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhece o resultado do segundo turno e que pedirá a anulação da eleição. O senador atribui sua contestação à decisão de Cristiano Zanin de estender a votação até as 19h. O TSE reconheceu a reeleição de Lula, que obteve 51,78% dos votos válidos.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou na noite deste domingo (25), em Brasília, que não reconhece o resultado do segundo turno da eleição presidencial e que pedirá a anulação do pleito. Ele contestou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender a votação por duas horas e disse que a medida alterou as condições da disputa.

Em pronunciamento feito por volta das 22h40, na casa onde acompanhou a apuração, no Lago Sul, Flávio classificou a decisão como “inaceitável”. “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”, declarou. O senador afirmou que pretende recorrer à equipe jurídica da campanha para pedir a anulação.

Zanin determinou às 17h01 a prorrogação do horário de votação até as 19h. A decisão atendeu a um pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, que apontou problemas no transporte público em diferentes cidades, entre elas Salvador e São Paulo. A campanha de Flávio também havia acionado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a ampliação do horário em ao menos três estados.

O candidato do PL criticou a atuação de Zanin, que integra o STF, mas não o TSE, e afirmou que o ministro teria interferido nas atribuições da Justiça Eleitoral. Flávio também mencionou que Zanin foi advogado de Lula e alegou que a decisão foi tomada a pedido de um ex-sócio do ministro. Essas afirmações foram apresentadas pelo senador como argumentos para contestar a prorrogação.

Flávio sustentou que a extensão do horário não ocorreu de forma igual em todas as localidades e que isso teria prejudicado a isonomia entre os eleitores. “Eu nunca vou saber se numa cidade onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, disse. Ele também afirmou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre do TSE depois da decisão.

O resultado oficial reconhecido pelo TSE deu a reeleição a Lula. Os dados divulgados apontaram 51,78% dos votos válidos para o presidente e 48,22% para Flávio, uma diferença superior a quatro milhões de votos. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, confirmou a vitória e disse que telefonou para os dois candidatos.

A extensão do horário de votação foi uma decisão judicial aplicada diante de relatos de dificuldades de transporte, segundo as informações sobre o pedido. A isonomia eleitoral é o princípio de que candidaturas e eleitores devem ter condições iguais de participação; a alegação de que esse princípio foi violado é de Flávio e não altera, por si só, a proclamação do resultado.

O senador disse que buscará esclarecimentos sobre a condução do pleito e que não aceitará, segundo suas palavras, uma mudança nas regras durante a votação. Ao lado dele estavam o candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL-AL), e integrantes da campanha e do partido. A declaração foi a primeira manifestação de Flávio depois da confirmação da derrota.

Fontes: Gazeta do Povo, Estadão, Zero Hora

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