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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Estudo aponta maior inteligência emocional média entre mulheres

Análise de mais de 600 mil pessoas em 76 países indica vantagem sobretudo na leitura e na compreensão das emoções de outras pessoas.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Duas pessoas conversam em um escritório; uma escuta a outra com atenção. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Duas pessoas conversam em um escritório; uma escuta a outra com atenção.
Resumo em 30 segundos

Uma análise de pesquisas publicadas entre 1995 e 2023 encontrou pontuação média de inteligência emocional mais alta entre mulheres, especialmente em competências voltadas às emoções alheias. A diferença foi menor entre crianças e diminuiu ao longo do período. Os dados não determinam capacidades individuais, e estudos indicam que essas habilidades podem ser treinadas.

Uma análise de pesquisas sobre inteligência emocional, com dados de mais de 600 mil pessoas em 76 países, encontrou pontuação média mais alta entre mulheres do que entre homens. O trabalho reuniu estudos publicados de 1995 a 2023 e indica que a diferença aparece principalmente na capacidade de reconhecer e compreender as emoções de outras pessoas e ajudá-las a lidar com elas.

Inteligência emocional é a habilidade de perceber, entender e regular emoções próprias e alheias. O resultado descreve médias de grupos, não permite prever como uma pessoa específica se comporta e não significa que todas as mulheres tenham essa facilidade ou que homens não possam desenvolvê-la.

A vantagem feminina foi menor entre crianças do que entre adultos e diminuiu ao longo das quase três décadas analisadas. Esses padrões são compatíveis com a possibilidade de que a habilidade seja influenciada pela experiência e pela prática, embora os dados não expliquem exatamente por que a diferença surge nem permitam descartar fatores biológicos ou hormonais.

Uma possível influência está na socialização desde a infância. Pesquisas anteriores citadas na análise indicam que pais usam mais palavras ligadas às emoções com filhas do que com filhos e tendem a incentivá-las mais a refletir sobre o que sentem e a expressar esses sentimentos. Meninos, por sua vez, são mais frequentemente orientados a conter as emoções.

Esse tipo de incentivo pode dar às meninas mais oportunidades de praticar a leitura dos sentimentos alheios e a resposta a situações sociais. A hipótese ajuda a interpretar os resultados, mas não demonstra que a criação seja a única causa da diferença entre as médias observadas.

A habilidade, porém, pode ser aprendida. Uma meta-análise publicada em 2019, que reuniu 58 estudos, concluiu que a inteligência emocional pode ser treinada. Nessa análise, o gênero não alterou a eficácia do aprendizado, o que sugere que homens e mulheres podem desenvolver essas competências.

O resultado tem implicações para o trabalho e para as relações cotidianas. Perceber tensões, apoiar colegas sob estresse e ajudar a resolver conflitos são tarefas que podem contribuir para o funcionamento de uma equipe. Quando esse esforço é tratado como uma característica natural das mulheres, em vez de uma competência, pode acabar esperado delas sem reconhecimento ou recompensa.

A análise propõe que empregadores identifiquem esse trabalho nas avaliações de desempenho e o considerem nas decisões de promoção. Também recomenda oferecer oportunidades de desenvolvimento da inteligência emocional a todos os funcionários, em vez de presumir que algumas pessoas já nascem com essa capacidade.

A mesma dinâmica pode ocorrer fora do ambiente profissional, em famílias e amizades. Manter contato com alguém que passa por uma semana difícil, notar o afastamento de uma pessoa de um grupo ou perguntar como foi o dia de um familiar são exemplos de atenção às emoções alheias que podem ser assumidos repetidamente pela mesma pessoa.

Os dados, portanto, apontam uma diferença média entre mulheres e homens, concentrada na dimensão voltada aos sentimentos dos outros, mas não estabelecem um destino determinado pelo gênero. A possibilidade de treinar essas habilidades indica que a prática e o incentivo podem ampliar o acesso a elas, enquanto o reconhecimento do esforço ajuda a evitar que uma competência seja confundida com uma obrigação gratuita.

Fontes: Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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